quarta-feira, 5 de junho de 2019

L.o.T.u.S: banda de Metal de Guarulhos/SP fecha com "MK Assessoria"

L.o.T.u.S é a nova banda assessorada pela "MK Assessoria", conheça um pouco sobre a banda:


Formada em Guarulhos/SP em Outubro de 2013, a L.o.T.u.S que carrega no significado do seu nome "Lados Ocultos Transformando o Último Sistema" foi formado inicialmente pelos músicos: Ricardo Oliveira, Rafael Moura, Natalie Kubrusly e Renan Souza. Com o tempo e focando em suas composições, a banda lançou seu primeiro EP dois anos posteriormente, em 2015 que levou o título do significado do nome da banda, "Lados Ocultos Transformando o Último Sistema".


Em 2017, a banda sentindo a necessidade de mais encorpamento da sua sonoridade, teve a entrada do guitarrista Renato Kubrusly, mas tempos depois com a saída do guitarrista Rafael Moura (hoje no Lemuriah), a banda decidiu retornar as origens e seguir com o time formado apenas por um guitarrista, mesmo tentando a inserção de outro guitarrista com uma breve passagem pela banda, foi definido que a formação com um guitarrista facilitaria a logística da banda.


Ainda em 2017, mais exatamente em Novembro, a L.o.T.u.S entrou em estúdio e gravou o single "Vale das Ilusões" que foi lançada em Abril de 2018, marcando também o primeiro videoclipe oficial da banda, alguns meses após o lançamento. Com planejamentos futuros, após a ótima repercussão de "Vale das Ilusões", ainda em 2019 será a vez de "Resiliência" ser gravado e lançado em forma audiovisual, que será um complemento do primeiro videoclipe, apresentando o desfecho da história apresentado em "Vale das Ilusões".

Atualmente a L.o.T.u.S trabalha para apresentar novos materiais ao público ainda em 2019, visando sempre através de suas músicas expressarem seus ideias de luta interior, sempre em busca da evolução pessoal, da revolução e a justiça social. A formação atual da L.o.T.u.S conta com: Ricardo Oliveira (vocais), Renato Kubrusly (guitarras), Natalie Kubrusly (baixo) e Renan Souza (bateria).

Links Relacionados:

Contato para shows:
lotus.guarulhos@gmail.com

Fonte: MK Press

terça-feira, 28 de maio de 2019

HellCat Empire: O Hardcore libertário se destaca no cenário underground

A banda Hellcat Empire formou-se na cidade de Itapira, interior de SP, terra do primeiro capitão campeão mundial pelo Brasil, o saudoso Beliini. Em meados de 2017, juntando integrantes que já passaram por bandas como Take Me Back, Julgamento, Burlesque Playhouse, Coraziones Venenosos, decidiram formar uma banda com influência de Punk 77, Street Punk e West Cost Hardcore. 

Foto 1: Facebook da Banda
Sua formação consta com Mauro (Guitarra e Voz), Alemão Pompeu (Guitarra e Voz), Rude (Bateria) e Cristiano Minhoca (Baixo e Backing Vocal). Resolvemos bater um papo com estes gatos do inferno para o portal Urussanga Rock.

Primeiramente nos fale como está a banda hoje, como foi a repercussão dos dois singles virtuais lançados por vocês nesse tempo e o que há de novo para o futuro dos gatos?
Hellcat Empire: Estamos ensaiando periodicamente e também compondo novas músicas. A repercussão dos dois singles foi muito positiva, temos a expectativa de lançar mais alguns singles, ou talvez um álbum neste ano.

A banda sonoramente tem uma pegada muito boa, transitando entre o Street Punk, Punk 77 e no que chamamos de West Coast Hardcore e até notamos uma inspiração da Pat Smith, visto na frase da música “Together In The Streets”. Nos fale, quais bandas influenciam vocês dentro do Hardcore Punk e também fora dele. Vocês acreditam que também ter e mostrar influencias fora do Hardcore Punk se torna algo mais produtivo e positivo para vocês?
Hellcat Empire: É complicado apontar uma banda ou outra que possa ter uma influência significativa naquilo que compomos. Neste sentido, até mesmo em nosso release optamos por não sermos objetivos - de forma geral, o que influencia a nossa sonoridade é o Punk Rock!  Nada mais fora deste contexto.


Foto 2: Facebook da Banda
 Há uma significativa crítica social e política em suas letras, principalmente dentro do contexto em que nosso país vem passando desde 2016, onde se intensificou mais uma cultura de ódio, neofascismo, e um trabalho intenso para desqualificar os direitos sociais, e também trouxe à tona a sombra do totalitarismo que o pais viveu em 1964.  Enfim, um presidente que representa esse ideal foi eleito e está no poder, junto com seus políticos, os porta vozes de tudo isso que vem acontecendo.  Na música “The Raven” vocês cantam sobre esse problema, sobre o vírus fascista estar emergindo com força, mas parece que as pessoas não compreenderam essa situação. Qual a visão de vocês hoje em 2019 sobre isso?
HellCat Empire: A cadela do fascismo está sempre no cio, não esqueçamos disso. Não é uma situação que vem do agora... subestimamos o então candidato a presidente pela sua imbecilidade e olha onde estamos hoje. Nossa proposta é o combate no dia-a-dia e também através das nossas músicas, que não tem razão de existir se não for para bater de frente com tudo isso.

Por falar em conservadorismo e fascismo, Itapira é uma cidade onde 80 % dos votos foram para o atual presidente. Nos fale como é ter uma banda de Rock e consequentemente de Hardcore Punk nessa cidade? Como é viver dentro de uma sociedade que já tem um histórico racista, conservador que ultrapassa séculos, e como se comportam os “rockers” em Itapira, se põem-se como contestadores dessa realidade?
Hellcat Empire: Não necessariamente em nossa cidade, ter uma banda Punk, que traz consigo o viés contestador, de certa forma incomoda algumas pessoas. Para gente é se sentir vivo, estar um pouco mais ativo por tudo aquilo em que acreditamos. Viver no Brasil é uma luta diária contra tudo que você citou e tantas outras coisas podres e doentias que estão aí. As pessoas que de certa forma estão inseridas em uma cena, no caso a nossa, e não compreendem tudo que está por trás da música, lamentamos. Entristece e também causa revolta, é o que sentimos. Mas não cabe a nós e nem a ninguém fazer juízo de valor - e isso não significa passar pano para quem quer que seja.


Foto 3: Facebook da Banda
Voltando a falar da banda, ouvindo a música de vocês assim como nos shows há uma energia incrível, e uma química fantástica de entrosamento, as alternâncias dos vocais ficaram perfeitas, assim como os singalongs e os instrumentais. Como se dá o processo de composição e de onde vem tanta energia contagiante que vocês colocam em suas músicas?
HellCat Empire: Nos conhecemos há bastante tempo, temos uma ligação muito forte que vai além da música e do ambiente em que ela está inserida. Devido a isso as composições surgem naturalmente no decorrer dos ensaios, onde cada um traz a sua experiência e as músicas vão acontecendo

Muito tem mudado em relação ao underground vivido por exemplo na década de 90 e na atual. Sei que vocês passaram por algumas dessas décadas, vivenciaram essa modificação tecnológica e virtual que acaba atingindo o cenário. Plataformas virtuais, blogs, vídeos, vocês acham que isso de alguma forma tem atrapalhado ou ajudado às bandas? E assim, ainda é possível manter formatos de divulgação mais analógica como vinil e CD ou produzir fanzines impressos? Também gostaria da opinião de vocês sobre os eventos nos dias atuais, visto que há uma certa escassez de público, o que vocês acham que influencia esse fenômeno?
 HellCat Empire: Todo mundo hoje em dia tem acesso às diversas bandas e músicas da cena, acreditamos que este fato tem ajudado bastante. Temos que nos adaptar a tecnologia né, rs. Podemos dizer que somos até saudosistas em relação aos formatos mais analógicos, como o vinil e os impressos. Muito disso se deve a qualidade que se obtém nos discos, é incomparável. É possível manter estes formatos de divulgação, mas não apenas eles, infelizmente. Sobre escassez de público, é que hoje em dia a galera escuta outras coisas, principalmente os mais jovens, é um outro momento e precisamos entender isso. Mas a cena está aí, ela continua acontecendo e precisamos cada vez mais apoiar, frequentar os shows e produzir.

Bom meus amigos, agradeço muito ao tempo cedido para o blog Urussanga Rock, e fica um espaço final para dizerem algo mais as pessoas que acompanham o blog.
HellCat Empire:  “All together, all together, we are one, we are one! AlI together, all together, we will never walk alone!!! (Música Free – e adoro esse som).

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Malice Garden: As raízes do Metal Extremo criciumense estão de volta

A banda Malice Garden de Criciúma- SC, possui mais de vinte anos de trajetória, carrega consigo uma posição de destaque no Metal Catarinense e busca trazer os velhos elementos do Metal Extremo, como a heresia e a blasfêmia através de sua sonoridade sólida.

O guitarrista e vocalista, Spok, nos concedeu uma entrevista e abordou assuntos como o recesso, a volta às atividades, nova formação e os projetos em desenvolvimento.

Foto 1: Facebook da banda

Primeiramente, agradeço a disponibilidade pela entrevista. A Malice Garden nasceu em 1999 com o intuito de transpassar músicas autorais, com referências às bandas Morbid Angel, Slayer, Destruction, Sodom, Deicide, Cannibal Corpse, Krisiun, entre outras. Como foi o procedimento de criação e formação inicial?
Spok: Agradeço também pelo espaço cedido, e pela oportunidade de falar um pouco sobre nossa banda Malice Garden. A Malice Garden iniciou-se com a formação de Rodrigo na bateria, Régis no vocal, Junior na guitarra e eu, Spok, também na guitarra. A princípio, a banda chamava-se Renegades e éramos apenas amigos reunidos fazendo música.

Com o passar de mais ou menos um ano, sai Juarez e entra Cleber, que rebatiza a banda como Malice Garden, momento este onde assumimos uma postura mais profissional.

Logo no ano de 2000, vocês difundiram de forma independente a primeira demo Ravenge Against Jesus Christ. O trabalho conta com quatro faixas: “Rise Above The Things”, “Angel’s Fall”, “Ravenge Against Jesus Christ” e “Renegade Soul”. Sobre o álbum, quais foram as dificuldades para o desenvolvimento?
Spok: Não houveram muitas dificuldades, pois por termos todos o mesmo viés musical, as letras e melodias foram criadas de forma espontânea e com a juventude a favor. O processo foi bastante rápido.

Dois anos depois, o Ep “Eternal Evil Victory” foi divulgado, também com quatro faixas: “Thy Master”, “Violation Domain”, “Black Devastation” e “Malice Garden”. No entanto, é mais ríspido, agressivo, direto, mais maduro e técnico. Quais as principais diferenças desse material para o anterior?
Spok: Nesta época, houveram mais mudanças na banda. No lugar de Régis entrou Ivan, Mauricio no lugar de Cleber e Arthur no lugar de Junior, onde o perfil da banda foi sendo modificado, passando a ter composições mais maduras e técnicas, como você mesmo citou.

Ainda no começo do século, ocorreu um acontecimento inusitado. Uma enchente em Criciúma, de grandes proporções afetou a banda. Alguns equipamentos foram inundados, muro do local do ensaio desabou.... Depois disso foram ensaiar na casa do ex vocalista Ivan Tyrant. Podem nos dizer mais sobre o episódio e se atrapalhou o desenvolvimento do grupo?
Spok: Foi um grande susto. Ensaiávamos na casa do Artur, onde deixávamos as aparelhagens, e infelizmente a parte de baixo onde ficava o estúdio foi inundada. Porém, conseguimos recuperar grande parte do equipamento e seguimos com os ensaios normalmente, sem nos deixar abalar pelo episódio.

O ano de 2003 foi muito produtivo para a Malice Garden, pois vocês abriram para a banda polonesa Vader e se apresentaram no Setembro Negro Festival, ao lado de grupos como Dark Funeral (SUE), Averse Sefira (EUA), Agaures (MG), Valhalla (DF) e Avec Tristesse (RJ). Como definem essas duas apresentações?
Spok: Foram excelentes apresentações. Nós ficamos muito satisfeitos e honrados pela oportunidade de tocar ao lado de grandes ídolos.

No mesmo ano, vocês assinaram contrato com a gravadora Tumba Records e no ano seguinte iriam lançar um debut álbum pela mesma. Porque vocês não deram continuidade no projeto?
Spok: Infelizmente, como acontecem em muitas bandas, tivemos problemas de afinidades entre alguns membros por divergências de opinião, o que resultou na falta de continuidade dos projetos.

Qual motivo para o recesso do grupo?
Spok: Sem afinidades e sem o grupo em total acordo, percebemos que seria necessária uma pausa nas atividades.

Recentemente, vocês se reuniram para ativar novamente a banda. Dessa vez, com nova formação e com materiais sendo divulgados aos poucos no YouTube. Sobre a “nova cara” da banda, o que podemos esperar?
Spok: Hoje, trabalhamos com um Death/Black metal mais maduro, seguro e ‘’sem firulas’’.

Quais são os novos projetos do grupo?
Spok: A princípio, decidimos refazer a primeira demo, pois são músicas muito boas e que mereciam ser regravadas com mais ‘’maturidade musical’’. Também estamos trabalhando na composição de outros trabalhos, com a intenção de divulgar a banda e lançar álbum novo com músicas inéditas, ainda este ano.

Formação Atual.
Spok (Guitarra e Vocal)
Adinan (Bateria)
Henrique (Guitarra)
Geison (Baixo)

Plataformas Virtuais.

Um recado para quem nos acompanha.
Spok: A todos os metaleiros: que apoiem a cena underground, consumam materiais, compareçam aos shows e ouçam Malice Garden!



quinta-feira, 11 de abril de 2019

Johnny Duluti: O “Instinto Animal” desperto em cada um de nós

O músico Johnny Duluti aos poucos se destaca no cenário catarinense por seus trabalhos prestados. O baterista do Califaliza, participou dos álbuns “Califaliza” de 2011 e “Nada Contra Quem” de 2013. Como videomaker, criou o canal Ferradura, em que satiriza de forma bem-humorada, os videoclipes lançados por bandas do estado.

No entanto, com o término da banda, Duluti se aventurou em novos caminhos. A carreira solo fomentou a ideia da criação de materiais diferentes, com temáticas díspares relacionados às suas bandas anteriores. Há seis anos atrás, era divulgado o álbum “Invasivo” que deu seguimento ao disco “Quadrilha” e a um “Acústico”, difundido em 2016.

Com tantos materiais expostos, experiência e uma forma característica de trabalhar, o músico ainda participou de uma coletânea da A Hora Hard, de uma reprodução da música “Ela Não Me Notou” da Capitão Bala, participação ao lado de artistas como Antonio Rossa e Felipe Mello e canções divulgadas separadamente, como “Casus Behli”, “Kahlo”, “Errado o Bastante” e “Vilhalva”.

No entanto, com a crescente evolução do cenário catarinense, Johnny lançou seu novo single “Instinto Animal”. A música divulgada no dia 21 de março, foi mixada por Duda Medeiros e masterizada por Alexei Leão. Em nota divulgada pelo site Rifferama, a mídia o denominou como uma Ópera Punk que foi lançado em forma de zine com um CD.


A canção possui simbólicos 12 min e uma atmosfera totalmente diferente dos lançados anteriormente. Primeiramente, porque ela explicita riffs sólidos, uma sonoridade harmônica e condensada, momentos de instrumental cadenciado e participação especial de vários nomes da música de SC, como Guilherme Coutinho (Califaliza), Marcelo Mancha (Eutha), Rafael Ronchi (O Mundo Analógico) e Nando Brites na guitarra solo.

A composição possui uma pluralidade de temáticas. Inicialmente, ela enfatiza sobre Giovanni Bragolin, um renomado pintor italiano que utilizava a melancolia através de ilustrações de crianças chorando. Além disso, as letras abordam a questão existencial, comportamental, ressalta sobre algumas características existentes em SC, como a reprodução barata na beira do mar, toda a propriedade destruída e a liberdade interrompida. E ao se tratar disso, a mesma configura-se através das palavras de Marcelo Mancha questionamentos acerca de assuntos de cunho social, como nos versos “Defina sexo. Defina amor. Defina preconceito. Defina Credo. Defina Cor...”




YouTube

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Final Disaster: Sombrio, Obscuro e Melódico

Depois de uma bela apresentação na última edição Otacílio Rock Festival, recheada de esoterismos, de uma performance ímpar e da exibição do hidromel do grupo, a banda paulistana Final Disaster nos concedeu um material “The Darkest Path”, para a elaboração de uma resenha.

Foto 1: Metal Archives da banda
O Ep contém quatro faixas, “The Dark Passenger”, “This Is The End”, “Oblivion” e “Beware The Children” e foi divulgado em março de 2017, sendo produzido, mixado e masterizado por Raphael Gaza. O mesmo esboça uma capa de um lugar sombrio abandonado, iluminado apenas por um vitral.

A primeira faixa “The Dark Passenger”, em si traz a peculiaridade da repetição dos versos “Lies in my head, in my head”, a composição exibe desejos soturnos regados a pesadelos e sentimentos intensos. O instrumental é mais leve, bem trabalho e cadenciado, o que proporcionou ao grupo, um videoclipe para difusão. Nesse audiovisual, os músicos são protagonistas de um enredo horripilante.



Mais célere e agressiva, “This Is The End” é marcada por uma sincronia entre os vocais de Kito Valim e Laura Borssati Giorgi, além de um denso solo no meio da canção. A letra expressa o fim de tudo, os pensamentos autodestrutivos e o horror que cada pessoa carrega consigo, além, é claro do hermetismo habitual.

A mais rápida do material, “Oblivion” possui 02:57 min. Ela é caracterizada por uma sonoridade constante que se alterna em alguns momentos da mesma, e que explicita o solo de dedilhados rápidos e velozes. A conexão entre medo, passado e pesadelo é a forma como se define o âmago da música.

“Beware The Children” é uma das mais técnicas da demo, já que possui um instrumental rico, agressivo e sólido. Devido a sua potencialidade, ela nasce com o status para se tornar um hit da Final Disaster. Ela ingressa com um monólogo em sua introdução e a composição expressa sobre os problemas da mente, sobre a hipnose e os sentidos entorpecidos. Contudo, perante a essa boa aceitação, os músicos difundiram um vídeo para faixa. 



A banda de Death Metal Melódico, Final Disaster foi formada em 2013 e traz consigo letras que enfatizam lendas urbanas, terror, literatura e sangue. Esse conglomerado de temáticas está nítido nos seus materiais, na demo “Another Victim”, no single “Finis Hominis” e no mais recente trabalho “The Darkest Path”. Atualmente, a vocalista Laura Borssati Giorgi deixou o grupo para dar prosseguimento em seus projetos pessoais.

Foto 2: Metal Archives da banda
Formação Atual:
Kito Vallim (Vocal)
Daniel Crivello (Guitarra)
Rodrigo Alves (Guitarra)
Felipe Lúcio (Baixo)
Bruno Garcia (Bateria)




segunda-feira, 8 de abril de 2019

The Mönic: Banda paulistana divulga o videoclipe de “Mexico”

A banda paulistana The Mönic divulgou no último dia (22), o videoclipe da canção “Mexico”. O trabalho conta com a direção e edição de Mateus Brandão, assistência de direção de Dani Buarque e Gustavo Chaves.


O audiovisual é protagonizado por oito personagens que são divididos entre casais, família e amigos. O enredo do mesmo, explicita a essência de uma novela mexicana regada à família tradicional, traições, guerras de comida e hipocrisia. A crítica se embasa através de intrigas e do falso moralismo, todavia utiliza-se de sarcasmos e ironias para apresentar a trama.

A música “Mexico” estará no álbum “Deus Picio” e será lançada pela DeckDisc. Ela possui riffs cadenciados e bem trabalhados, expressos a uma sonoridade ímpar e coesa.


Foto 1: Facebook da banda
A banda The Mönic foi formada no final de 2017, com o propósito de mesclar estilos como Grunge, Alternativo, Garage Rock e Rock n Roll e transpassar através de suas músicas autorais. Suas composições se baseiam em uma pluralidade de temáticas, desde canções românticas, músicas para crushes, namoradas ou maridos e canções que remetem o cotidiano das mulheres na sociedade machista vigente.

O grupo tem várias músicas divulgadas e possuem dois videoclipes para difusão, da música "High" e de "Buda". A última, é caracterizada por abordar o narcisismo e egocentrismos de alguns budistas. 

Formação Atual:
Ale Labelle (Guitarrista e Vocalista)
Dani Buarque (Guitarrista e Vocalista)
Joan Bedin (Baixista e Vocalista)
Daniely Simões (Baterista e Backing Vocal)




sábado, 6 de abril de 2019

Red Razor: O herói sul-americano não tem sangue europeu

Na última sexta-feira (05), a banda de Thrash Metal, Red Razor, divulgou seu novo trabalho, o single de “Born In South America”.



A música possui 06:11min e exibe um instrumental agressivo, com uma sonoridade célere, veloz e caótica. É notável, as mudanças constantes relacionadas ao contexto sonoro, já que em muitas partes exprime um solo denso e carregado. Ela estará inclusa no segundo álbum do grupo, "The Revolution Continues" que será divulgado no mês de julho. A produção, mixagem e masterização da mesma foi desenvolvida por Alexei Leão no AML Studios, em Florianópolis- SC.

Com a capa elaborada por Marcelo Dod (Surra, Desalmado e Manger Cadavre), a composição faz menção à obra “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano, trabalho este que regressa há 500 anos atrás ao relatar a exploração e as principais bases da época, seja de forma, social ou econômica.

A europeização é lembrada durante toda a canção, assim como a forma desigual da colonização portuguesa e espanhola, a escravização e dizimação dos povos nativos do continente e a implantação de valores cristãos aos habitantes. Os indígenas sul-americanos foram massacrados, dizimados e obtiveram suas tradições e costumes retirados, até mesmo de alguns livros que exaltam a figura do colonizador.

Aqui, cabe destaque a um paralelo com o cinema Western norte-americano, que sempre passou a imagem do nativo como uma forma demonizada e suas lutas e massacres eram “condecorados” pela população conservadora do país. Atualmente, no Brasil há um genocídio da população indígena, seus direitos estão sendo aos poucos exterminados e sua cultura está cada vez mais rechaçada pelo “bendito homem branco” (Aqui faço uma alusão à banda Brutal Mortícinio com a canção “Estúpido e Podre Homem Branco 
Cristão”). 

O grupo florianopolitano ainda expõe suas opiniões referente a um movimento separatista idealizado no sul do país denominado “O Sul é Meu País”. Esse tal coletivo de Extrema Direita, traz em seu discurso críticas vazias, remete práticas xenofóbicas de separação federativa e uma similaridade com alguns estados do sul dos Estados Unidos que mantém isso como política. A Red Razor se opõe a isso de maneira direta e enfatiza que o único Sul que os representa, é o da expressão América do Sul.

Ainda na letra, os músicos ressaltam o poder da manipulação midiática, a hipocrisia, a história escrita através do sangue dos nativos e citam algumas paisagens mais históricas e belas da América do Sul, que gradativamente são roubadas, extraídas e soterradas na lama por monarquias fracassadas.

Aquelas metáforas, ironias e sarcasmos regados à cerveja e pizza, com o novo trabalho dão lugar a um assunto sério, totalmente atual e que mesmo com sua carga histórica didática, têm resquícios na sociedade atual e no comportamento dos mesmos. O endeusamento do europeu, a ridicularização ao povo originário dessa terra e a valorização de morais cristãs personificam a imagem do “cidadão de bem”.


Foto 1: Nefhar Borck

Formação Atual:
Fabrício Valle (Guitarra/Vocal)
Daniel Rosick (Guitarra)
Gustavo Kretzer (Baixo)
Igor Thiesen (Bateria)


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