quinta-feira, 25 de março de 2021

Balthazar: A conexão com o próprio eu é evidenciada em “Caminho do Eremita”

No dia 11 de março, a banda criciumense Balthazar difundiu sua nova canção de trabalho, “Caminho do Eremita”. A música possui 03:53 min e obteve a mixagem e captação de áudio por Lucas Rosso.

"Caminho do Eremita"

Depois de lançar a sinestésica “Quintessência”, o quarteto criciumense apostou na originalidade, na simplicidade e no cotidiano da vida de um eremita. A composição escrita por Cedrick Moraes e Raul Galli, personifica a ancestralidade, o empirismo e coloca a figura do druida, tradicional nas letras do grupo, como um ator solitário, mas em conexão com o próprio eu.

O vídeo feito de maneira independente, traz cada integrante em sua respectiva residência, respeitando as medidas de segurança e se apresentando de maneira individual. Já a faixa possui um instrumental cadenciado, síncrono, com uma melodia gostosa de se ouvir.

Sobre a banda

O grupo foi formado no ano de 2014, em Criciúma, Sul de Santa Catarina com a proposta de trazer um Rock setentista, com influências de bandas como Pink Floyd, Black Sabbath e Led Zeppelin. O nome Balthazar foi ideia do antigo baterista Felipe Vier Zaccaron baseado em seu estudo da religião Wicca. Dois anos após o surgimento, os músicos divulgaram “Encantamento”, seu primeiro material, contendo dez faixas e abordando em sua essência, a magia, o psicodelismo e o misticismo.

Foto/Divulgação

Formação atual

Raul Galli (Guitarra e Vocal)

Marcelo Mazzuco (Guitarra)

Cedrick Moraes (Baixo)

Guigo Cardoso (Bateria)

 

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terça-feira, 23 de março de 2021

100 Dogmas: “Corpo Fechado” transcende esoterismos, simbologias e o valor humano

A banda blumenauense 100 Dogmas divulgou no último sábado (20), o seu novo trabalho, denominado “Corpo Fechado”. O videoclipe foi gravado pela Lambreta Films e a música estará inclusa no Ep homônimo, que está sendo desenvolvido, e tem previsão de lançamento para novembro desse ano.

Cena extraída do videoclipe "Corpo Fechado"

Digno de uma peça audiovisual de destaque, o clipe emerge em uma atmosfera mística, no que tange aos seus simbolismos, pois traz em seus takes uma alusão ao vodu e aos elementos de água e fogo. Além disso, o vocalista Rafha se introduz com uma capa, Choco com pinturas faciais toma conta dos batuques, e uma figura feminina, fazendo referência aos esoterismos, que são os diferenciais das culturas de matriz africana e indígenas.

A mixagem e a masterização da música ficou por conta de Adair Daufembach, renomado produtor que é o responsável por trabalhar com bandas, como Ponto Nulo No Céu e Project 46. A canção é técnica, se desprende da linearidade sonora e exibe um instrumental agressivo e célere, com os vocais rasgados de Rafhael. Enquanto a letra, enfatiza um ritual de proteção, fazendo uma metáfora com a deturpação do valor humano.

Sobre a banda

O grupo formado em 2012 carrega um Groove Metal com referências de grandes nomes do estilo, como Pantera, Down e referências de outras bandas como Sepultura e Black Label Society. Os músicos têm em sua discografia, dois trabalhos, “A Caixa de Pandora” e o Ep “aMALdiçoado Seja”, além de possuir o single “Sic Mundus Creatus Est”.

Foto/Divulgação

Em 2019, no River Rock Festival, os blumenauenses foram entrevistados por nós em parceria com a mídia independente Underground Extremo.

 

Formação Atual:

Rafhael Jorge (Vocal)

André Luis (Guitarra)

Maycon Souza (Baixo)

Thiago Alves “Chocolate” (Bateria)

 

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segunda-feira, 22 de março de 2021

Zalaam: “Carnales” esboça o Black Metal em seu sentido mais cru e primitivo

Uma junção de dois músicos, de duas regiões distintas do país fez emanar um projeto totalmente audacioso e que remetesse aos tempos áureos do Black Metal cru e inescrupulosamente mórbido dos anos 90.

"Carnales"

A Zalaam foi criada por dois grandes músicos. O primeiro representando, as frígidas terras da Serra Catarinense, Imperious Nokturno, frontman de bandas como The Torment Horde, Sarkasmos, Despair Shadow Void e também passagem como vocalista da Infernal War 666 e Drakkar, originário da cálida região do Centro Oeste brasileiro e mentor dos projetos Luxuria de Lilith e Lua Negra.

Inspirados por bandas clássicas do Black Metal, como Venom, Bathory, Darkthrone e Mayhem, o duo desenvolveu a ideia, que já estava pleiteada há tempos, de se unir e mutuamente colocar seus sentimentos mais sombrios em forma de música.

No ano de 2019, Drakkar se locomoveu de Goiânia- GO para Lages- SC, afim de dar continuidade ao projeto. Com isso, foi feita uma entrevista conosco, no estúdio da Despair Shadow Void. Lá, o grupo pode explicitar todo o desenrolar, do projeto, que até então, ganhava corpo.

Mais de um ano após o encontro, chegou a vez de Imperius Nokturno conhecer a capital goiana, e no município puderam gravar e lançar materiais para a difusão. Recentemente, a Zalaam divulgou em seu canal no YouTube, uma série de três episódios sobre o desenvolvimento do primeiro Ep, o encontro dos músicos em ambas as cidades e as características que cada um pode conhecer, para levar como aprendizado.

Com uma capa que remete totalmente ao estilo primitivo, sombrio e uma peculiaridade de esboçar ao preto e branco, a natureza em seu âmago mais inóspito, o Ep “Carnales” foi lançado. Com quatro canções, o material foi produzido de forma independente.

A homônima “Carnales” abre o disco e insere tudo aquilo que fora prometido, na proposta inicial, um som sujo, sem firulas e devastador. A segunda faixa “Nightmares Of Shadows”, lembra muito o Dissection em sua fase mais ríspida. Vocais graves, monólogo e riffs com a devida rispidez, são características da mesma. A canção “Strengthened in Unholy Darkness” é a mais longa e carrega, uma sonoridade mais trabalhada, porém com a adição de um instrumental mais agressivo, em seu decorrer. A última faixa é “The Black Cold Of a Foggy Winter”, um prato cheio para os amantes do estilo, pois os riffs são mais densos e carregados de peso.

As letras do álbum carregam vários significados, enquanto algumas perambulam as sensações mais soturnas possíveis, como a blasfêmia e a heresia, outras esboçam o mundo obscuro e o poder com que a atmosfera gélida tem, na composição das canções de Black Metal, o que nesse ponto com muita criatividade, o projeto fecha ao exibir o clima frio e sombrio das terras do Planalto Serrano catarinense.

Formação 

Imperius Nockturno (Vocal)

Alysson Drakkar (Todos os instrumentos)

 

Zalaam

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Malice Garden: A luxúria e o pecado estão explícitos em “Denying Creation”, seu novo Ep

 A banda criciumense de Black Metal, Malice Garden, divulgou seu novo material, trata-se do Ep “Denying Creation”, que possui três músicas e foi produzido de maneira independente.

Capa do Ep

A primeira faixa é denominada “Your Flesh My Lust” e de forma inescrupulosa exibe riffs agressivos e um peso descomunal. A letra em sua essência preconiza a luxúria como centralizadora do enredo.

“Denying Creation” é mais carregada, traz mistérios, principalmente no que tange ao seu instrumental. Ela é ríspida, mas ao mesmo tempo lenta, indo do Doom Metal ao Black Metal, em questão de segundos. No seu decorrer, há ainda um solo que deixa a sonoridade ainda mais ímpar. A composição complementa o âmago do disco, a satisfação carnal e a chama anticristã.

“S.I.N” encerra o trabalho e possui 05:04min. A canção exibe o amadurecimento dos criciumenses. Com um estrondo inicial, o instrumental carrega uma sequência de riffs crus e agressivos, destacando-se para a bateria e para os vocais rasgados de Orland Junior. Com o intuito de exibir o pecado, não como uma culpa ou punição e sim como uma forma de prazer, a banda fecha o ciclo das letras, denunciando a falácia moralista e a dogmática clériga.

A reformulação nos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente no grupo, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novas solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico.  

Sobre a banda

Foto/Divulgação

A banda de Black Metal, Malice Garden, foi formada em 1999, na cidade de Criciúma e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos. Recentemente, os músicos difundiram seu novo material, o Ep “Denying Creation”.

 

Formação Atual:

Spok (Guitarra)

Orland (Vocal)

Geison (Baixo)

Henrique (Guitarra)

João Vitor (Bateria)

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Juggernaut: A xenofobia e o momento sociopolítico atual são pautas do novo disco “La Bestia”

No dia 10 de janeiro, uma das bandas mais expoentes do Metal Catarinense, a Juggernaut, divulgou seu terceiro disco, “La Bestia”. O full length foi produzido de forma independente e possui oito faixas, sendo sete autorais e um cover da banda estadunidense, Starship.

Foto/Divulgação

Lançado como lyric vídeo no ano de 2016, “TerrorISIS Squad” introduz o disco. A música segue um instrumental cru, brutal e em sua composição aborda o contexto da guerra e terrorismo proposto pelo Estado Islâmico. A banda faz uma crítica à crueldade, desrespeito e violência causada por um esquadrão que não tem um objetivo definido e só praticam destruição em massa, propagando o ódio e ditando regras, segregacionismo e fanatismo religioso.

Com 04:46 min, “Puppets Of Society” é personificada pela celeridade e agressividade. A letra explicita a hipocrisia da sociedade e sua capacidade de criação de fantoches e pessoas com uma mente vazia, que só sabe reproduzir falácias.

A terceira faixa é “Hollow Surface” e particularmente, é uma das melhores do álbum. Nela, é possível identificar a sincronia entre os integrantes, seja pela violência nas baquetas executadas por Alefer, pelas linhas de baixo de Valda, os solos descomunais de Célio e a potencialidade vocal de Cícero. Em sua essência, a mesma trata de assuntos atuais, denunciando formas de terrorismo virtuais e os malefícios causados pela internet.

“Man Of A Thousand Faces” incorpora em sua composição uma similaridade com a situação política evidenciada no país. Um governo sem escrúpulos, baseados num discurso totalmente negligente, rodeado por corrupção, usando a mentira como fator principal de seu “sucesso” e concentrando o poder na mão de poucos. O “petardo nos ouvidos” é nítido e ao passo do desenrolar da canção, há a predominância de um instrumental constante, com riffs rápidos.

A quinta música é intitulada “Human Template” e exibe uma sonoridade ríspida, sem firulas, com vocais mais graves. A letra enfatiza a influência da religião no desenvolvimento da vida das pessoas. Todos estão programados e estabelecidos pela dogmática, a se casar, ter filhos, manter uma vida pacata e principalmente, a maneira como qualquer questionamento e indagação a respeito dessas pendências, torna a pessoa um indivíduo demonizado na sociedade.  

Com um jogo de palavras ímpares mesclados com a aliteração no início da faixa, “Useless Generation” toca na ferida ao mostrar as consequências da vida virtual. A forma como a internet encoraja as pessoas a praticar humilhações públicas, viver uma vida fútil com viés de atualizar o Instagram e angariar seguidores, interação com “fakes”, além da disseminação de notícias falsas com apenas um click. O instrumental é pesado e mantém o Thrash Metal, cada vez mais potencial.

A homônima “La Bestia” é a faixa mais longa do material. Com 05:32 min, ela dá continuidade nos riffs céleres e rápidos. Com a peculiaridade de ser cantada em espanhol e em português, ela expõe toda a xenofobia exercida pelos estadunidenses com os imigrantes ilegais vindos, através da “La Bestia” (o trem da morte), que era o meio que os latinos utilizavam para cruzar a fronteira e chegar aos Estados Unidos.

Encerrando o disco, os músicos fizeram uma bela versão da canção “We Built This City” da banda Starship. Mais cadenciada, porém com o acréscimo de sua identidade, a Juggernaut trouxe uma maneira ímpar de reproduzir a faixa.

O álbum num aspecto geral, salienta problemas enfrentados, sejam pela globalização desenfreada, pela desigualdade social ou pela dominação da internet, na atualidade distópica. O instrumental cerceia a velocidade, pelo peso e é marcado no fim, por trazer uma quebra de tensão, sejam com os assuntos abordados ou com a agressividade característica no desenrolar do disco.

Sobre a banda

A Juggernaut foi formada em 2005, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina. O grupo reuniu músicos experientes e logo de cara, lançou uma demo homônima. Com a aceitação no cenário do Thrash Metal regional, os músicos rapidamente se tornaram figurinhas carimbadas, nos principais festivais do estado.

Foto/Divulgação

Em sua discografia, os blumenauenses possuem três discos, “Lines Of The Edge” (2006), “Ground Zero Conflict” (2011) e o mais recente “La Bestia”. 

Formação Atual:

Célio (Vocal)

Cícero (Guitarra)

Alefer (Bateria)

Valda (Baixo)

 

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Atropina: “Delírios Assombrados” é o novo single do grupo gaúcho de Death Metal

Na última sexta-feira (12), os gaúchos da banda de Death Metal Atropina, lançaram o vídeo de “Delírios Assombrados”, segundo single que estará presente no álbum “Prego em Carne Podre”, o qual terá a produção de Ernani Savaris e está programado para ser difundido no primeiro semestre de 2021.

Foto/Divulgação

Vocais graves e mórbidos, instrumental célere e totalmente cru, a faixa inicia uma pancadaria sonora, do início ao fim, com algumas alternâncias entre os riffs. A letra exibe a podridão humana, pesadelos obscuros e a típica misantropia.

Há menos de dois meses, a Atropina divulgou um lyric vídeo da música “Blasfêmia Eterna”. A faixa também estará inclusa no novo álbum. O vídeo é curto, apenas 02:42 min e coloca como plano de fundo, uma animação com imagens mórbidas mescladas à exibição de cada integrante do grupo. A faixa mantém solos rápidos, e um vocal rasgado bradando “blasfêmiaaaaaaaaa”. 

Lyric Vídeo

A composição ainda inclui alguns elementos, sejam metafóricos ou não. A heresia está fortemente presente nos meandros da letra, assim como o anticristianismo, típico nas músicas do grupo gaúcho.

Sobre a banda

A Atropina foi formada na cidade de Teutônia, no ano de 1996. Lembrada por trazer um Death Metal pesado, sem firulas, o grupo possui três discos, “Santo de Porcelana” (2001), Mallevs Maleficarvm” (2014) e “Porões das Luxúrias” (2016). A banda é um dos principais expoentes do estilo, no Sul do país, já que carrega consigo uma identidade própria nas músicas e uma autenticidade, no que refere a parte sonora.

Foto/Divulgação


Formação Atual

Alex Alves (Guitarra)

Cleomar Schmitzhaus (Baixo)

Fernando Muller (Guitarra)

Gian Rossi (Bateria)

Murillo Rocha (Vocal)

 

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Pressure Gain: Banda blumenauense é uma aposta para os amantes do Hard Rock

Criada em 2009, em Blumenau - SC, a Pressure Gain mescla entre o saudosíssimo Rock n Roll e o enérgico Hard Rock. Inspirada por Queen, Deep Purple, Van Halen, Kiss, Led Zeppelin, entre outros grupos, a banda insere sua identidade e conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman.

Foto/Divulgação

Em março do ano passado, os músicos divulgaram seu primeiro videoclipe, intitulado “Crazy Night”. Com a realização da Pixsterz Filmes, o clipe foi gravado em um local abandonado e já alcançou a marca de 40 mil visualizações. A letra exibe uma noite insana, recheada de loucuras, enquanto seu instrumental explicita riffs cadenciados e um refrão pegajoso, que fica na cabeça.

Depois de uma ótima aceitação, perante o audiovisual de seu single, a Pressure Gain decidiu gravar e lançar seu segundo clipe, denominado “Lonely Soul”. Com a mesma equipe de produção, a banda resolveu inovar, gravando vários takes entre a apresentação e momentos reflexivos das vocalistas. O local dessa vez foi em uma paisagem recheada de rochas. A música é uma espécie de continuidade do primeiro trabalho, só que dessa vez com questões existenciais na composição e vocais mais ásperos.

Foto/Divulgação do Clipe

O trabalho e a qualidade dos músicos, a colocam como um dos principais grupos de Hard Rock do estado. E emergindo de uma cidade com grandes bandas, como Before Eden, Perpetual Dreams, Rocket Engine, Pré-Histórica e muitos outros importantes nomes, no cenário do Rock/Metal.

Formação Atual

Gi Assmann (Vocal)

Moni Assmann (Vocal)

Daniel Russo (Guitarra)

Kistt (Baixo)

Roni Silva (Bateria)

 

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