quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Malice Garden: A luxúria e o pecado estão explícitos em “Denying Creation”, seu novo Ep

 A banda criciumense de Black Metal, Malice Garden, divulgou seu novo material, trata-se do Ep “Denying Creation”, que possui três músicas e foi produzido de maneira independente.

Capa do Ep

A primeira faixa é denominada “Your Flesh My Lust” e de forma inescrupulosa exibe riffs agressivos e um peso descomunal. A letra em sua essência preconiza a luxúria como centralizadora do enredo.

“Denying Creation” é mais carregada, traz mistérios, principalmente no que tange ao seu instrumental. Ela é ríspida, mas ao mesmo tempo lenta, indo do Doom Metal ao Black Metal, em questão de segundos. No seu decorrer, há ainda um solo que deixa a sonoridade ainda mais ímpar. A composição complementa o âmago do disco, a satisfação carnal e a chama anticristã.

“S.I.N” encerra o trabalho e possui 05:04min. A canção exibe o amadurecimento dos criciumenses. Com um estrondo inicial, o instrumental carrega uma sequência de riffs crus e agressivos, destacando-se para a bateria e para os vocais rasgados de Orland Junior. Com o intuito de exibir o pecado, não como uma culpa ou punição e sim como uma forma de prazer, a banda fecha o ciclo das letras, denunciando a falácia moralista e a dogmática clériga.

A reformulação nos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente no grupo, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novas solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico.  

Sobre a banda

Foto/Divulgação

A banda de Black Metal, Malice Garden, foi formada em 1999, na cidade de Criciúma e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos. Recentemente, os músicos difundiram seu novo material, o Ep “Denying Creation”.

 

Formação Atual:

Spok (Guitarra)

Orland (Vocal)

Geison (Baixo)

Henrique (Guitarra)

João Vitor (Bateria)

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Juggernaut: A xenofobia e o momento sociopolítico atual são pautas do novo disco “La Bestia”

No dia 10 de janeiro, uma das bandas mais expoentes do Metal Catarinense, a Juggernaut, divulgou seu terceiro disco, “La Bestia”. O full length foi produzido de forma independente e possui oito faixas, sendo sete autorais e um cover da banda estadunidense, Starship.

Foto/Divulgação

Lançado como lyric vídeo no ano de 2016, “TerrorISIS Squad” introduz o disco. A música segue um instrumental cru, brutal e em sua composição aborda o contexto da guerra e terrorismo proposto pelo Estado Islâmico. A banda faz uma crítica à crueldade, desrespeito e violência causada por um esquadrão que não tem um objetivo definido e só praticam destruição em massa, propagando o ódio e ditando regras, segregacionismo e fanatismo religioso.

Com 04:46 min, “Puppets Of Society” é personificada pela celeridade e agressividade. A letra explicita a hipocrisia da sociedade e sua capacidade de criação de fantoches e pessoas com uma mente vazia, que só sabe reproduzir falácias.

A terceira faixa é “Hollow Surface” e particularmente, é uma das melhores do álbum. Nela, é possível identificar a sincronia entre os integrantes, seja pela violência nas baquetas executadas por Alefer, pelas linhas de baixo de Valda, os solos descomunais de Célio e a potencialidade vocal de Cícero. Em sua essência, a mesma trata de assuntos atuais, denunciando formas de terrorismo virtuais e os malefícios causados pela internet.

“Man Of A Thousand Faces” incorpora em sua composição uma similaridade com a situação política evidenciada no país. Um governo sem escrúpulos, baseados num discurso totalmente negligente, rodeado por corrupção, usando a mentira como fator principal de seu “sucesso” e concentrando o poder na mão de poucos. O “petardo nos ouvidos” é nítido e ao passo do desenrolar da canção, há a predominância de um instrumental constante, com riffs rápidos.

A quinta música é intitulada “Human Template” e exibe uma sonoridade ríspida, sem firulas, com vocais mais graves. A letra enfatiza a influência da religião no desenvolvimento da vida das pessoas. Todos estão programados e estabelecidos pela dogmática, a se casar, ter filhos, manter uma vida pacata e principalmente, a maneira como qualquer questionamento e indagação a respeito dessas pendências, torna a pessoa um indivíduo demonizado na sociedade.  

Com um jogo de palavras ímpares mesclados com a aliteração no início da faixa, “Useless Generation” toca na ferida ao mostrar as consequências da vida virtual. A forma como a internet encoraja as pessoas a praticar humilhações públicas, viver uma vida fútil com viés de atualizar o Instagram e angariar seguidores, interação com “fakes”, além da disseminação de notícias falsas com apenas um click. O instrumental é pesado e mantém o Thrash Metal, cada vez mais potencial.

A homônima “La Bestia” é a faixa mais longa do material. Com 05:32 min, ela dá continuidade nos riffs céleres e rápidos. Com a peculiaridade de ser cantada em espanhol e em português, ela expõe toda a xenofobia exercida pelos estadunidenses com os imigrantes ilegais vindos, através da “La Bestia” (o trem da morte), que era o meio que os latinos utilizavam para cruzar a fronteira e chegar aos Estados Unidos.

Encerrando o disco, os músicos fizeram uma bela versão da canção “We Built This City” da banda Starship. Mais cadenciada, porém com o acréscimo de sua identidade, a Juggernaut trouxe uma maneira ímpar de reproduzir a faixa.

O álbum num aspecto geral, salienta problemas enfrentados, sejam pela globalização desenfreada, pela desigualdade social ou pela dominação da internet, na atualidade distópica. O instrumental cerceia a velocidade, pelo peso e é marcado no fim, por trazer uma quebra de tensão, sejam com os assuntos abordados ou com a agressividade característica no desenrolar do disco.

Sobre a banda

A Juggernaut foi formada em 2005, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina. O grupo reuniu músicos experientes e logo de cara, lançou uma demo homônima. Com a aceitação no cenário do Thrash Metal regional, os músicos rapidamente se tornaram figurinhas carimbadas, nos principais festivais do estado.

Foto/Divulgação

Em sua discografia, os blumenauenses possuem três discos, “Lines Of The Edge” (2006), “Ground Zero Conflict” (2011) e o mais recente “La Bestia”. 

Formação Atual:

Célio (Vocal)

Cícero (Guitarra)

Alefer (Bateria)

Valda (Baixo)

 

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Atropina: “Delírios Assombrados” é o novo single do grupo gaúcho de Death Metal

Na última sexta-feira (12), os gaúchos da banda de Death Metal Atropina, lançaram o vídeo de “Delírios Assombrados”, segundo single que estará presente no álbum “Prego em Carne Podre”, o qual terá a produção de Ernani Savaris e está programado para ser difundido no primeiro semestre de 2021.

Foto/Divulgação

Vocais graves e mórbidos, instrumental célere e totalmente cru, a faixa inicia uma pancadaria sonora, do início ao fim, com algumas alternâncias entre os riffs. A letra exibe a podridão humana, pesadelos obscuros e a típica misantropia.

Há menos de dois meses, a Atropina divulgou um lyric vídeo da música “Blasfêmia Eterna”. A faixa também estará inclusa no novo álbum. O vídeo é curto, apenas 02:42 min e coloca como plano de fundo, uma animação com imagens mórbidas mescladas à exibição de cada integrante do grupo. A faixa mantém solos rápidos, e um vocal rasgado bradando “blasfêmiaaaaaaaaa”. 

Lyric Vídeo

A composição ainda inclui alguns elementos, sejam metafóricos ou não. A heresia está fortemente presente nos meandros da letra, assim como o anticristianismo, típico nas músicas do grupo gaúcho.

Sobre a banda

A Atropina foi formada na cidade de Teutônia, no ano de 1996. Lembrada por trazer um Death Metal pesado, sem firulas, o grupo possui três discos, “Santo de Porcelana” (2001), Mallevs Maleficarvm” (2014) e “Porões das Luxúrias” (2016). A banda é um dos principais expoentes do estilo, no Sul do país, já que carrega consigo uma identidade própria nas músicas e uma autenticidade, no que refere a parte sonora.

Foto/Divulgação


Formação Atual

Alex Alves (Guitarra)

Cleomar Schmitzhaus (Baixo)

Fernando Muller (Guitarra)

Gian Rossi (Bateria)

Murillo Rocha (Vocal)

 

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Pressure Gain: Banda blumenauense é uma aposta para os amantes do Hard Rock

Criada em 2009, em Blumenau - SC, a Pressure Gain mescla entre o saudosíssimo Rock n Roll e o enérgico Hard Rock. Inspirada por Queen, Deep Purple, Van Halen, Kiss, Led Zeppelin, entre outros grupos, a banda insere sua identidade e conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman.

Foto/Divulgação

Em março do ano passado, os músicos divulgaram seu primeiro videoclipe, intitulado “Crazy Night”. Com a realização da Pixsterz Filmes, o clipe foi gravado em um local abandonado e já alcançou a marca de 40 mil visualizações. A letra exibe uma noite insana, recheada de loucuras, enquanto seu instrumental explicita riffs cadenciados e um refrão pegajoso, que fica na cabeça.

Depois de uma ótima aceitação, perante o audiovisual de seu single, a Pressure Gain decidiu gravar e lançar seu segundo clipe, denominado “Lonely Soul”. Com a mesma equipe de produção, a banda resolveu inovar, gravando vários takes entre a apresentação e momentos reflexivos das vocalistas. O local dessa vez foi em uma paisagem recheada de rochas. A música é uma espécie de continuidade do primeiro trabalho, só que dessa vez com questões existenciais na composição e vocais mais ásperos.

Foto/Divulgação do Clipe

O trabalho e a qualidade dos músicos, a colocam como um dos principais grupos de Hard Rock do estado. E emergindo de uma cidade com grandes bandas, como Before Eden, Perpetual Dreams, Rocket Engine, Pré-Histórica e muitos outros importantes nomes, no cenário do Rock/Metal.

Formação Atual

Gi Assmann (Vocal)

Moni Assmann (Vocal)

Daniel Russo (Guitarra)

Kistt (Baixo)

Roni Silva (Bateria)

 

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

XEI & Sons In Black: A ascensão da extrema-direita é evidenciada em “Tonight’s Riot”

Na última quarta-feira (03), o projeto XEI & Sons In Black divulgou seu novo single, intitulado “Tonight’s Riot”. A música foi disponibilizada pelo grupo em sua plataforma no Spotify.

Foto/Divulgação

A canção inicialmente introduz em seu instrumental uma suave leveza com os riffs cadenciados. No entanto, rapidamente a delicadeza dá espaço a uma alternância que mescla, durante sua exibição, entre arranjos mais rápidos e harmônicos. A gravação conta com a participação de Andrei Miri Leão nos baixos, o que torna a sincronia ainda mais ímpar. O resultado é a miscelânea entre Rock Progressivo, Experimental e com pitadas de Metal Moderno.

A faixa possui 03:48 min, e carrega em sua essência críticas ao momento atual conturbado enfrentado no mundo, com destaque para a ascensão da extrema-direita no Brasil e EUA. Os florianopolitanos usaram como base o dia 06 de janeiro de 2021, dia em que simpatizantes de movimentos nacionalistas e apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio, por não aceitar a derrota do republicano.

A similaridade com o Brasil é tamanha e isso é possível identificar em vários trechos do single, que surge como uma forma de denunciar as conspirações idiotas, manifestações imbecis, negacionismo científico e toda intolerância pregada por políticas reacionárias e líderes estúpidos. De acordo com o grupo, a música estará inclusa no seu novo álbum denominado “Coulrophobia (Medo de Palhaços) ”, que em seu âmago irá expor, as presepadas causadas por esses palhaços políticos.

Na segunda-feira que vem (08), a XEI & Sons In Black difundirá o vídeo oficial de “Tonight’s Riot”!

 

Sobre a banda

Criada por Alexei Leão (ex integrante da banda Stormental), a XEI & Sons In Black reuniu músicos experientes do cenário catarinense como Geraldo Borges Costa (Baixo), Rodrigo Daca (Violão e Voz), Hique D’Avila (Guitarras), PH Soares (Bateria) e Yusanã Mignoni (Teclados e Programações).

Foto/Divulgação

Em 2019, os músicos lançaram o single “Believe What I Say”, o qual teve um grande reconhecimento da mídia regional e foi o pontapé inicial para o desenvolvimento do projeto.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Posthumous: Banda criciumense revive as raízes do Black Metal em seu novo trabalho

Há aproximadamente um mês, a banda criciumense de Black Metal, Posthumous, divulgou seu novo trabalho, a canção “The Crown Belongs ToThe Bravest Knight”. A música estará inclusa no novo material do grupo denominado “Unholy Ceremony”, que contará com nove músicas e será lançado pela Hammer Of Damnation. 

Arte: Marcelo Vasco

A faixa divulgada recentemente personifica o amadurecimento do grupo, que com 28 anos de trajetória consegue exprimir o melhor do Metal noventista e suas especificidades, os riffs rústicos, os vocais encorpados e timbrosos, além de características que vão da fase mais pesada do Borknagar aos tempos áureos do Emperor.

A capa elaborada por Marcelo Vasco emite por si só, a mais pura das heresias, que aliadas ao clima medieval e sombrio da letra ratifica ainda mais a qualidade da canção apresentada. 

Sobre a banda

A Posthumous está na ativa desde 1993, passou por algumas reformulações e ficou um período em hiato. Durante seu tempo ativa, difundiu duas demos, a homônima “Posthumous” e “Lust Upon The Altars Of Blasphemy”, além de apresentar ao cenário do Metal brasileiro, o precioso disco “My Eyes They Bleed” e participar de uma Split de tributo a banda Bathory.

Foto/Divulgação

Em 2020, os criciumenses atenderam aos mais ávidos fãs e divulgaram “The Frightening Cold Tomb”, uma compilação de edição comemorativa dos 20 anos do seu disco. O material ainda incluía demos, covers e músicas inéditas. 

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domingo, 20 de dezembro de 2020

Captain Cornelius: Bebedeiras e confusões são marcadas no seu primeiro videoclipe, "Barba's Song"

No último sábado (19), a banda riosulense de Irish Punk, Captain Cornelius divulgou “Barba’s Song”, seu primeiro videoclipe.

No tradicional Bar do Barba, na cidade do Alto Vale, com a produção de Doug Theiss, os músicos tramaram confusões regadas a muitas cervejas com figuras icônicas do underground de Rio do Sul. O entrosamento, a sintonia e o amadurecimento musical são algumas das características expostas na canção.

A composição, assim como as peripécias exibidas no clipe se complementam ao ponto de cada gole, drink ou situação inusitada. E o dono do bar, Heitor, como em todas as canções de marujos bêbados, teve seu lugar de destaque, ao ser lembrado em alguns versos e ao emprestar seu estabelecimento.

 Em momentos de pandemia, a canção surge como um alento à situação enfrentada. Com danças, festas, confusões, velhos babões felizes, gente bêbada, refrões sugestivos e a diversão como pilar principal, a Captain Cornelius se introduz no mundo autoral do Punk/Folk e da música irlandesa.


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