quinta-feira, 19 de maio de 2016

Ponto Nulo No Céu

A banda Ponto Nulo No Céu surgiu no ano de 2007 na cidade de Gravatal. Sua formação inicial era Dijjy Rodrigues(Vocal), Julio Cargnin(Bateria), Henrique(Baixo) e Vinicius(Guitarra). O intuito sempre foi tocar o que gostassem. O estilo é uma miscelânea de Metalcore, New Metal, Rap, entre outras vertentes.

Em 2008 lançaram seu primeiro álbum “Ciclo Interminável”, que fora produzido por Adair Daufembach, e contém seis músicas, “Retrógrado”, “Fim Do Dia”, “Peso Da Verdade”, “O Sangue Que Te Cega”, “Desconforme” e fecha o disco com “Constante”. Esse foi um trabalho muito bem recebido pelo público do Metal, e possibilitou abrir caminhos para os músicos conhecerem além da região sul catarinense, todo o sul do país, e São Paulo.

No final de 2010 os músicos lançam seu primeiro clipe, da música, que se tornaria anos mais tarde, o maior sucesso da Ponto Nulo No Céu. “Clarão”, teve a direção de Klaus Schlickamann, e edição de Julio Cargnin. Hoje o clipe possui 718.000 exibições no Youtube, tanto reconhecimento se deu pelo bom trabalho, e técnica utilizada no mesmo.
No mesmo ano, a banda adquire mais um integrante, André Bresiane(Guitarra), que devido a sua experiência e musicalidade se encaixou perfeitamente no grupo.

Em 2011 a PNNC(assim chamada carinhosamente pelos fãs) divulga seu segundo CD, autointitulado  “Brilho Cego”, que teve novamente a produção de Adair Daufembach, e a edição de Felipe Cruz. O álbum contém 13 músicas, “Brilho”, “Existência Seca”, “Nítido”, “Clarão”, “Ponto Nulo No Céu”, “Penumbra”, “Subsolo”, “Sem Dor, Sem Vida”, “5:45”, “Peito Aberto”, “Sopro”, “Na Sombra Do Ego” e “Revolução Mental”. Com certeza, a mudança foi notória para o outro disco, e esse só consolidou ainda mais a qualidade do som dos gravataenses, que agora já se apresentavam frequentemente em São Paulo e levando sempre um bom público.

O videoclipe de “Sopro” já atinge a marca de 216.000 visualizações, e obteve seu roteiro e direção por Marcos Blasius, além da edição de Julio Cargnin e produção de Ariane Melato. Tanto quanto essa canção, o clipe da música “Subsolo” antecede o lançamento do álbum, e retrata o som Ao Vivo dos músicos, onde foi gravado no Hangar 110 em São Paulo, e como sempre, os membros da banda enaltecendo as raízes catarinenses, com a bandeira do estado no palco. Atualmente o vídeo possui 147.000 visualizações.

Mas infelizmente no final de 2012, alegando outros projetos individuais, e saída de alguns integrantes, a Ponto Nulo No Céu se licencia das atividades. O show de despedida aconteceu em janeiro de 2013 no Ventuno Pub, e contou com a abertura das bandas Novella de Criciúma, Frenezí de Tubarão, e Prólogo de Criciúma. Foi uma noite memorável, de reflexão por parte dos músicos, e de dissabor por parte dos fãs.

Dois anos depois, os músicos voltam à ativa, agora com uma formação diferente. Apenas Dijjy Rodrigues ficara, e contíguo à ele, juntam-se Felipe Tabooada(Guitarra) e Lucas Tabooada(Bateria) antigos membros da extinta Prólogo, e Fau(Baixo).

A PNNC divulga um clipe no fim de outubro, “Fluxo Natural” onde fora gravado no Parque Municipal De Urussanga, cidade muito querida pelos músicos. Contou com a produção de Adair Daufembach, edição de Caio Macbezerra(Project 46), e imagem de Ademir Andrade Jr e Danilo Anastácio. Com a letra iniciando de forma a anunciar sua volta definitiva, com o mesmo intuito. “Advinha Quem Tá De Volta, e a Revolta Ainda Não Cessou...”. O videoclipe possui 383.000 visualizações, em menos de 2 anos de apresentação. Todavia, devido a competência dos membros, puderam ganhar dois prêmios no Festival Da Música Catarinense, de “melhor banda” e “melhor videoclipe”. 
E o novo single “Nous Sommes La Résistance” foi apresentado no final de 2014 e possui a dobradinha talentosa anterior da edição e produção, e obtém 83.000 execuções no Youtube.

No final de 2015 e início de 2016 através da Kickante, os músicos apresentaram sua proposta para difusão do novo disco por meio de um financiamento coletivo. Obteve-se o valor necessário e foi um sucesso. Nesse mesmo período estrearam “Telas”, que foi filmado na bela paisagem da Praia da Armação em Floripa e obtém 178.000 views até o momento. E outra vez Adair Daufembach, mostra toda sua mestria através das produções.


Enfim lança-se o terceiro disco do PNNC, “Pintando Quadros Do Invisível”, contendo 12 faixas, abaixo está a análise de cada música:

A faixa “Por Entre os Dedos” abre o disco e já vêm carregada de críticas sociais, não fugindo ao estilo da banda. A letra expressa indignação com a futilidade e conceitua a relatividade da importância dada não apenas pelo o que nos traz prazer, mas também sobre enleios cotidianos. A música conta com a participação do DJ A.N e deixa a mensagem de que “Tudo se vai por entre os dedos, no fim”.

A segunda faixa, “Horizontal”, propõe a expansão do ser humano.  A dilatação da mente, a ampliação das experiências e o questionamento, estes seriam as bases para evolução da nossa espécie. O nome da música traz uma analogia às vidas regradas em direções paralelas.

“Telas”, a terceira faixa, é o single do disco e com certeza uma das letras que mais propõe nossa reflexão. O instrumental é marcado por batidas e vocais rápidos, além da mudança de tom no refrão que torna a música ainda mais marcante.. A crítica na letra é voltada à alienação da mídia que faz o cidadão abdicar da indagação, que pode ser considerada o pilar para produção de conhecimento. É questionado o comodismo em que o ser humano se encontra em relação às informações repassadas, assim como é citado na letra, “o conformismo é um vício”.

“Overview Effect” é a quarta faixa. Em uma tradução literal, o “Efeito de Visão Geral” é uma experiência relatada por alguns astronautas que consiste na visão tida da Terra no espaço, onde o nosso planeta é encarado como “pequena esfera de vida”. A letra em si trata da fragilidade da vida, dos sentimentos que assolam toda humanidade sem fazer nenhuma distinção. Em suma, produz uma reflexão sobre a fraqueza do mundo.

A quinta faixa, denominada “Sob o Mesmo Sol” conta com participação especial de Keops e Raony. A letra traz a tona de discussão sobre o que recebemos em troca do trabalho árduo. A crítica é enfatizada principalmente pelo trecho “Somos iguais quando a necessidade vem”.

“Dormência”, a sexta faixa tem a participação de Vini Castellari. A letra trata de todo tipo de entretenimento que entorpece o ser humano, deixando ele em um estado de dormência por conta da demasiada distração do processo mental.

A sétima faixa “Ranhura” é instrumental, conta apenas com um pouco mais de 1 minuto e traz um ritmo mais lento e calmo.

“Norte”, a oitava faixa, é a letra que mais se diferencia entre as demais músicas do disco. A música trata do recomeço, do distanciamento em prol da procura por algo a mais, da cura de uma dor, ou simplesmente da busca por novos riscos.

A nona faixa, “Estado Surdo da Memória” tem um instrumental marcante, assim como a própria letra. Esta trata da frieza e da apatia atual do mundo, além do aspecto individualista que toma cada vez mais conta da nossa sociedade.

A décima faixa denominada “Conselho De Quem Já Esteve Lá” é uma reunião de experiências voltadas para o norteamento das ideias. A música é repleta de frases marcantes, entre elas uma possível referência a Eduardo Marinho (dono do blog Observar e Absover), homem que veio de uma família de classe média que largou todas suas conquistas para procurar o sentido da vida. Essa menção estaria presente no refrão “transformação e movimento pra absorver e observar”.

“De São Paulo a Xangai”, décima primeira faixa, conta com participação de Caio MacBeserra. A letra fala sobre a ganância, trabalha-se para satisfação, mas morre-se de se trabalhar para construir. Assim é formada uma sociedade onde a ética e o respeito cedem lugar ao ódio.

“O Sonho É Uma Ilha” é a décima segunda faixa e também a que encerra o álbum. A letra deste último trabalho carrega um ar introspectivo em conjunto com um instrumental mais calmo. A música traz puramente a mensagem de uma esperança na soberania do amor. Propondo que para plena convivência social, basta a aceitação mútua.


A banda esteve no Ventuno Pub em Urussanga dia 28/05/16 apresentando seu álbum á região carbonífera. Participaram do evento, as bandas Black Days de São Paulo, Mary’s Secret Box e Hellio Costa ambas de Laguna, e Underworld Secret de Araranguá.

“A grandeza da banda, denota-se quando em qualquer ambiente que está, seja profissional, acadêmico, ou mesmo no dia-a-dia há alguém que conhece o grupo, e não é aquele conhecimento deturpado, e sim o musical, sempre debatendo sobre a qualidade técnica do instrumental, ou a originalidade, simetria e perfeição nas letras. ” Guigo Romagna.



As mídias sociais da banda são: 


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