segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte II)

Depois de uma noite regada a muita chuva e episódios cômicos, como a barraca toda alagada, o segundo dia do festival deu as caras.




Acordamos ao som do grupo Jhonny Bus de Lages, a banda mostrou ao público a essência do Rock n Roll, Hard Rock e Heavy Metal através de covers de bandas consagradas do estilo. Contudo, devido ao horário, o público ainda estava um pouco disperso.



De Rio do Sul - SC, surgiu a segunda atração do dia. A Homem Lixo surpreendeu a todos com o som proposto e a caracterização com sacos de lixo. No show, os músicos tocaram clássicos como “Cubatão”, “Gás Metano” e no final do espetáculo, com a empolgante “Trabalho”. O espírito hardcore ascendeu no Otacílio Rock Festival e as pessoas puderam assistir a apresentação de uma das maiores bandas catarinense do estilo.



A terceira banda fora uma prata da casa, a “Atho” de Matheus Muniz trouxe toda a psicodelia possível para o evento. Os músicos são remanescentes da Angels Guardian e da Dr Fantasy. O grupo apresentou apenas canções autorais, inclusive “Anger”, “Lost My Voice” e “Free And Wild”. Porém a última música foi uma homenagem a uma das maiores bandas catarinenses de Metal, o Orquidea Negra com “Surrender”.



Em seguida subiu ao palco uma das bandas mais aguardadas do festival e também um prodígio do Rock n Roll/Metal catarinense. As canções exibidas foram as presentes no disco “Intacto” lançado em 2015, dentre elas destacam-se a “Intacto” e a saideira “Um Grito Na Noite” na qual levou os fãs a loucura e possibilitou a participação especial inusitada de Deca, guitarrista do Baranga. Vale ressaltar ainda um episódio incomum, donde os músicos solicitaram ajuda do público de uma maneira bem-humorada, devido a falhas mecânicas na Kombi que os locomovia.  O show foi simplesmente destruidor, apesar de um incidente no início da performance envolvendo a guitarra de Watson, porém logo se estabilizaram e o grupo mostrou novamente a força da música chapecoense.



A Baranga expôs seus principais sons, como “Três Oitão”, “Sexo e Rock n Roll”, “Filho Bastardo” e “Chute na Cara”.  A apresentação foi digna de um grupo de Rock n Roll, uma vez que todo o espetáculo dos músicos fora regado a cerveja, interação hílare com o público e exibição de qualidade denotando toda a experiência musical de cada membro.




Os paulistas da Ancesttral trouxeram o Thrash Old School provindo de muita velocidade, potencialidade e celeridade. Ao longo de toda a sua atuação puderam tocar notáveis canções, a banda abriu a apresentação com “What Will You Do?”, seguido por “The Famous Unknown”, “Demolition Man” e após um setlist eletrizante, encerraram a apresentação com a intensa “Bloodshed and Violence”.





O encerramento do festival fora com um fenômeno do Metal Nacional. Com quase 32 anos de carreira, nove álbuns lançados e um nome enraizado na história musical, a Attomica mostrou para o que veio e similarmente ao início do grupo, desmantelaram Otacílio Costa.  A banda apresentou clássicos como “The Last Samurai”, “Children Assassins”, “Deathraiser” entre outros. E em cada riff de Marcelo Souza sentia a alma brutal complementada aos vocais ríspidos de Andre, dando todas as qualidades e técnicas possíveis. De acordo com o grupo, se depender deles, estarão sempre em SC.




Os números do festival foram satisfatórios já que atingiu números esplêndidos. Ou seja, 1500 headbangers puderam se divertir e desfrutar das atrações musicais, gastronomia diversificada, venda de materiais físicos, camping e diversões radicais que o festival disponibiliza. Esse será o primeiro de muitos que nós da Urussanga Rock Music esperamos assistir.

Créditos na Foto: Cena Livre


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