segunda-feira, 24 de abril de 2017

John Filme

Psicodelia experimental exteriorizada na música

Como você definiria o som da John Filme? Responda depois de ler a matéria abaixo:



O grupo chapecoense iniciou suas atividades em 2010 por músicos que eram amigos de infância, munidos pelo ideal de transpassar a nostalgia puerícia para uma atividade que pudessem mutuamente personificar as peculiaridades individuais. Inicialmente ensaiavam com um baixista Emanuel Perez “Gringo”, contudo com a saída do mesmo, modificaram para um projeto duo.

O som proposto pelo grupo é dificilmente caracterizado e rotulado uma vez que os mesmos não se prendem a estereótipos de estilos. Suas referências iniciais iam de Red Fang, Queens Of The Stone Age, Death From Above 1979, Kyuss, Red Hot Chilli Peppers até Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Black Sabbath, The Stooges, Nirvana, Pixies, etc.  Conquanto, os integrantes passaram por um processo de amadurecimento e esse período permitiu que alternasse as influências musicais, portanto ingressou no playlist sons fora do mainstream, como Kurt Vile, Warpaint, Gøggs, Helvetia, War on Drugs, Sun Kil Moon, Deru, Aphex Twin, Shlohmo, Sonic Youth, Off!, Ty Segall, Ween, Nine Inch Nails, DZ Deathrays, PWR BTTM, DIIV, Fugazi, PJ Harvey e grandes outros artistas.

A designação do nome é simples, porém há um contexto simbólico para os membros Akira e Fernando já que a cognominação fora baseada em uma brincadeira infantil com a junção dos dois nomes ao resultado John Filme.

O primeiro videoclipe foi divulgado antes do disco do grupo. “Dropadeira” tem 03:15 min e ressalta uma atmosfera psicodisléptica do início ao fim. O vídeo foi uma parceria entre o grupo e a turma do primeiro período de Produção Audiovisual de 2012 da Unochapecó. Essa união já rendeu mais de 3700 exibições no YouTube.



 No ano de 2014 a banda difundiu seu primeiro material, intitulado Jarontom, que contém 11 faixas, “Saveiro Ome De P.D”, “Evil Gattysbellow”, “Funky Jazzy Motherfucker”, “Xoyce”, “Pânke”, “Dói em Mim”, “Login Of Logout”, “Dropadeira”, “Batma”, “Mute Mode Stereo Rock” e “Abismo” todas instrumental com arranjos distintos. A gravação do álbum aconteceu no Estúdio KLR em Porto Alegre por Wagner Lagemann e Ricardo Panela.



Um ano depois movido pela visibilidade positiva perante a crítica ao Full Length, os chapecoenses lançaram seu novo clipe, dessa vez da canção “Dói Em Mim”. A mesma possui 04:50 min de sinestesia. A obra teve direção de Roberto Panarotto e já obtém 2600 visualizações.



Em 2016, “Selfie” chega para enraizar a banda no cenário musical catarinense. O álbum é composto por quatro músicas, “Be My Friend”, “Jenimer”, “Mr Socks” e “Sandwishes” já em formato duo. Vale ressaltar que a abordagem é expressa no EP inteiro através do conceito “bullying” onde há traços característicos em todas as faixas, mantendo capa em cada canção dando ênfase ao semblante da pessoa que o sofre. A Demo foi gravada no Estúdio Garagem 50 em Chapecó.



Nesse ano, a banda entrou novamente em estúdio e anunciou seu novo disco, “Black Bortolotto” obtendo quatro canções, “DSRT”, “UOO UOO”, “Castelo Diminutivo” e “GIF”, todas elas ensimesmadas e mais introspectivas. Sua gravação fora desenvolvida repetidamente no Estúdio Garagem 50 em Chapecó-SC.


A música “DSRT” foi congratulada a um videoclipe devido a carga esotérica e hermética naturalmente identificáveis. Vídeo este produzido de maneira independente pelo grupo. O mesmo já angaria mais de 685 acessos.



Em fevereiro deste ano, a banda originou seu quarto clipe, da primeira canção em português, “Castelo Diminutivo”, durante toda ela, é facilmente identificar alternâncias na sonoridade e uma sapiência contida na letra. A gravação se deu novamente de forma independente, todavia com a direção de André Patussi. O vídeo possui 496 visualizações.



A interessante abordagem sonora assertiva pelos músicos compreende contextos cotidianos vivenciado no dia-a-dia exemplificando ainda os aspectos culturais, comportamentais e existenciais.

A banda já participou de festivais como o Grito Rock Chapecó, Unocultural também em Chapecó, Infrasound Fuzztival (Florianópolis e Curitiba), Estúdio Costella em São Paulo e Locomotiva GIG em Piracicaba-SP.

Para o restante do ano, o grupo tem a ideia de desenvolver um LP (onde os integrantes trocarão os instrumentos), um EP que já está no processo de finalização e um filme média metragem produzido pelos integrantes no intuito de expor músicas inéditas e versões onde estarão atuando e tocando. Além desses materiais, eles lançarão um Split com parceria da banda Muñoz de Florianópolis prevista para o final do ano.

A John Filme é Akira Fukai (Guitarra) e Fernando Paludo (Bateria).


A banda tem um recado para os leitores do blog:
”Parabéns pelo empenho e iniciativa, não só do site, mas também dos leitores que estão atrás de saber sobre a cena underground. Com certeza estão sendo bem recompensados pela grande quantidade de música de qualidade que vem sendo produzida além do mainstream e divulgada aqui. Muito obrigado pela oportunidade de sermos vistos e ouvidos, esperamos poder estar cada vez mais próximos de todos o tempo todo o ano inteiro para o resto de suas vidas! Precisamos fazer vários shows e vender várias paradas que a gente vende, então se você quiser ser um apoiador ou colaborador dessa pantomima de banda, só marque uns shows para nós e compre umas paradas nossas e curta e compartilhe no Facebook. ”

Plataformas virtuais:


← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

DEIXE SEU LIKE

ESTATÍSTICAS