terça-feira, 18 de abril de 2017

Krisiun - "Forged In Fury" (Resenha)

No dia 08 de abril, a banda Krisiun, um dos maiores expoentes do Death Metal mundial se apresentou pela primeira vez no Saloon 140, em Vacaria.



A Urussanga Rock Music acompanhou o show que conteve clássicos dos álbuns anteriores e canções do último disco lançado, o “Forged In Fury". Full Length este que fora divulgado no ano de 2015 através do selo Century Media, com a produção de Erik Rutan (ex Morbid Angel e Ripping Corpse) líder e vocalista do grupo de death metal, Hate Eternal.

O álbum conta com 10 músicas inéditas, “Scars Of The Hatred”, “Ways Of Barbarism”, “Dogma Of Submission”, “Strength Forged In Fury”, “Souless Impaler”, “The Burning Of The Heretic”, “The Isolated Truth”, “Oracle Of The Ungod”, “Timeless Starvation” e “Milonga De La Muerte”, porém contém mais duas faixas bônus, “Earth’s Cremation” e o cover de Black Sabbath, “Electric Funeral”. Abaixo está a resenha de cada faixa:



Logo de cara um estouro sonoro, a representação piamente dita do preciosíssimo Death Metal cru. “Scars Of The Hatred” personifica a qualidade particular gradativa de cada integrante. A letra da mesma, ressalta o poder que o sistema clérigo possui na sociedade demonizando qualquer tipo de cultura, arte e religião que não seja aceito por eles. Em várias partes da composição, nota-se o claro descontentamento com a religião e seus dogmas fanáticos. Em 2016, os músicos difundiram a canção como videoclipe, onde já obtém a marca de 170.000 visualizações no YouTube.




A segunda faixa é “Ways Of Barbarism”, ela é realmente uma demonstração da aula de história. Esta detalha todas as formas de barbárie enrustida ao longo do tempo, desde a pré-história, no período neolítico até os dias atuais. Durante o decorrer da música, pode-se notar traços exemplificados da misantropia, guerra e forma de disputa dos neandertais, chegando a parte da Inquisição cristã, da austeridade e carnificina presentes no período. A canção é longa, possui 6:31 min e é caracterizada por agressividade e linearidade dos riffs.

Com 04:55 min, a “Dogma Of Submission traz uma sonoridade mais ríspida, a técnica predomina e o solo da guitarra ganha destaque no meio da canção. Sua abordagem é caracterizada pela hipocrisia cristã e por seus preceitos ensinados, suas crenças enrustidas por uma dogmática fútil, manipuladora, alienadora e massificada. Como cita no verso, “Centuries of progress, we are still living in a cave”, na qual mostra metaforicamente o retrocesso ideológico religioso.

“Strength Forged In Fury” dá a designação ao álbum. A faixa carrega um misterioso esoterismo baseado no obscuro, na blasfêmia e da entronização do não sagrado. A brutalidade instrumental é altamente personificada, os vocais crus e ásperos são bem representados por Alex.

A quinta música “Souless Impaler”, cita a obra “Nosferatu” como base para a composição, onde o mesmo é despertado através de um feitiço. Todavia, durante a música é influentemente notável a presença do pecado para conseguir a eternidade, expressa por júbilos sangrentos, carnificinas e empalação da escória humana. A sonoridade começa com um tom esotérico e mítico, ao prolongar da faixa, os riffs vão se tornando mais violentos.

“Burning Of The Heretic”, a sexta faixa do álbum, apresenta um instrumental corpulento que se equilibra entre peso e morosidade. A temática da letra traz à tona a Inquisição, citando o silenciamento religioso que atingiu (e atinge) as parcelas não religiosas. Simultaneamente a isso salienta as injustiças cometidas pela sociedade que procurava impor sua doutrina, utilizando de violência para tal objetivo.

Em seguida inicia-se a sétima faixa, intitulada “The Isolated Truth”, o instrumental conta com riffs de peso harmonizados com a sonoridade ágil da faixa. A letra trata da cegueira propagada pelos ideais religiosos, que se baseiam em escrituras arcaicas para disseminar seus princípios.

 Na sequência, a oitava faixa, denominada “Oracle of the Ungod” surge trazendo uma sonoridade intensa que condiz com o vocal violento. A letra desconstrói o sentido religioso do oráculo, o atribuindo a de uma ferramenta usada por um “não deus” que traz uma visão distópica da sociedade.

A oitava faixa, “Timeless Starvation” trata de questões sociais em uma abordagem de conteúdo. Recheada de críticas ao sistema, a letra traz uma evidenciação da miséria, carência e privação de condições básicas de vida enfrentadas por alguns povos. A temática densa casa com o instrumental forte e intenso, que se mantêm ardente no decorrer da canção, mostrando a potencialidade da faixa.

A canção de encerramento do álbum, intitulada “Milonga De La Muerte”, é instrumental, contando com cerca de 50 segundos trabalha apenas com dedilhados que acabam trazendo uma sonoridade obscura ao álbum.

O disco ainda conta com duas faixas bônus. A autoral “Earth's Cremation” que trata, em tom de protesto, da destruição do planeta, cuja está sendo causada pelo próprio homem. Conjuntamente a isso traz um instrumental munido de brutalidade técnica e potencialidade de riffs.

Além disso, o disco também conta com um cover de Black Sabbath apresentado na última faixa bônus, "Electric Funeral”, a qual fora lançada originalmente em 1970 no álbum “Paranoid”.


“O álbum é uma espécie de inovação no entanto ao mesmo tempo traz o tradicional metal extremo cru. A cada canção ouvida nos surge a oportunidade de uma interpretação diferente. ” (Urussanga Rock Music)

As plataformas virtuais da banda:


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