segunda-feira, 17 de abril de 2017

Lu Blue - Honky Tonky Baby (Resenha)

A cantora Lu Blue começou o projeto solo em 2014 em Imbituba, com o intuito de fazer músicas em português influenciadas por Blues, Rock n Roll, Pop e Soul.  No ano de 2016 divulgou seu primeiro trabalho físico, o disco “Honky Tonk Baby”, material este que foi lançado devido a um projeto de incentivo à cultura da cidade. Ao decorrer do CD, há oito faixas alternadas entre as referências musicais acima.



O álbum começa com a homônima “Honky Tonk Baby”, a canção traz a sensação de aventura e uma forte pegada das temáticas blues de Tennessee. A sonoridade é carregada de harmonia, riffs lentos alternados à rapidez e muito blues.

A segunda faixa “Voltar” personifica numa musicalidade mais lenta. Ouvi-la e não remete-la a 500 km de distância, é impossível. A canção traz uma sensibilidade incomum mesclado a intensa vontade de “voltar”, voltar a viver a própria vida.

“Baby Eu vou Te Esquecer” chega com muita sincronia. Pegadas Folk e Country a tornam ainda mais peculiar. A faixa ressalta o descontentamento de uma pessoa ao término de um relacionamento, frisa o quanto a mesma sofre e a solução que ela dá para o problema.

A quarta faixa é “De Volta Para O Lar”, a canção mescla nostalgia com o sentimento de decepção. Ou seja, pode-se concluir o descaso da vida em uma típica cidade grande que ao deslocamento para a cidade natal, muda veemente e ascende um desejo de viver.

“Eu fiz Um Blues” traz um instrumental todo carregado, com riffs prolongados. Ela é expressão emocional no qual antepara e agrega ao mesmo tempo, o envolvimento pessoal e o fato de compor o blues para tentar sanar a tristeza enraizada.

A sexta faixa “Johnny O Imortal”, é mais consonante acerca das outras compostas no disco. É uma típica história de amor em uma cidade pequena, onde “Johnny O Imortal” era o protagonista e havia se apaixonado por uma garota blasé chamada Betty Lee.

“Dançar até O Sol Raiar” traz uma letra recheada de atitude, entusiasmo e comprazimento, ressaltando o ensejo de se divertir até o sol raiar independente das circunstâncias. A sonoridade acompanha ao ritmo da música e ingressa com mais soul, blues e mpb.

O álbum fecha com “A Culpa É De Quem”, e em contrapartida de muitas bandas, o segredo aqui está na última canção. A faixa ressalta os problemas enfrentados pelos brasileiros e de forma indagadora, pergunta de quem verdadeiramente é a culpa por o sistema estar tão defasado, burguês e a favor dos ricos. Também é clara, a evidência com a atual ascensão da opressão sobre o oprimido. O instrumental se mostra mais rápido e com muita harmonia.

As plataformas virtuais da cantora estão abaixo:




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