segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ratas Rabiosas

Representatividade feminina no Punk/HC



Em julho de 2013 na cidade de São Paulo, amigas se reuniram para elaborar um projeto que frisasse o descontentamento e a revolta em relação a qualquer atividade preconceituosa contra os negros, as mulheres, os homossexuais, os indígenas, os imigrantes ou qualquer tipo de minoria, assim fora formada a Ratas Rabiosas.

A banda possui influências de várias ramificações da música, desde o tradicional Samba Raiz, Rap, Hardcore, Punk Rock, Grind, Crust e Metal Punx. Elas classificariam o trabalho feito como uma mescla entre essas peculiares vertentes.

O nome “Ratas Rabiosas” se deu ao fato da relevância da palavra, ou seja, os ratos assim como os punks são marginalizados e excluídos da sociedade, além de viver no submundo, nos esgotos e nas vielas. Portanto, por essa situação caótica, as meninas usam da respectiva raiva/som para usar como protesto e como uma ferramenta de guerrilha. Então toda a crueza e rispidez do som personificam o desagrado das mesmas com a situação social onde estão inseridos. Contudo, a outra referência do nome advém de uma música do grupo Eskorbuto.

No mesmo ano de formação do grupo, lançaram a primeira demo gravada de maneira independente e DIY, intitulada “Ratas Rabiosas” o qual contém quatro faixas, “A Minoria é a Maioria”, “O Punk Vai Morrendo”, “Quem Aperta o Gatilho? ” e “Anti–Capitalista”.



Em 2014 participara de uma coletânea produzida pela banda paulista Útero Punk denominada “Mulheres Em Perigo” donde a Ratas Rabiosas duas canções inéditas, “A Culpa Não É Minha” e “Kings É O Caralho”. Vale ainda ressaltar, o Tributo ao SUB gravando a música “Buracos Suburbanos” da banda Psykóze.


O primeiro videoclipe difundido foi do single “A Culpa Não É Minha”. A mesma traz 02:03 min de ferocidade e pressão no instrumental rápido. A letra é um grito contra o machismo e misoginia enrustido na sociedade que culpa a vítima de estupro ao invés do praticante do ato.



Recentemente divulgaram o clipe da canção “Larguei Meu Marido” que traz novamente riffs céleres e gritos incessantes no vocal, além é claro da forte mensagem do empoderamento feminino.



Atualmente a banda está em estúdio no desenvolvimento de mais sons.

As características das composições são marcadas por questões sobre o feminismo, violência policial, desigualdade social, corrupção, imigração e todas as pendências que o homem gera perante o pensamento e ações de desequilíbrio que ele mesmo causa. Contudo, o grupo explicita a visão das mulheres da periferia de uma grande metrópole que passam essas situações diariamente. O som é isso, sem conto de fadas, sem romantização, apenas o punk cru e árduo, a ideologia a favor das minorias que cotidianamente sofrem com esses demasiados preconceitos enraizados na sociedade hipócrita que estamos inseridos.

A Ratas Rabiosas lida com evento de maneira igual, seja os de maior notoriedade ou mais os mais undergrounds. Tudo é na base “Faça Você Mesmo”, e cada manifestação de festivais ou shows ajuda a transpassar ainda mais as ideologias expressas do grupo.

Formação Atual:
Amanda (Guitarra e Voz)
Angelita (Baixo e Voz)
Lary (Bateria e Voz)

A banda tem um recado:
“Apoie as mulheres do undergroud, mas apoie verdadeiramente, sem distinguir, descriminar ou restringir. Unidas somos mais fortes! ”

Plataformas Virtuais:


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