quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista com a banda Haunter


A banda paulista de Heavy Metal Haunter concedeu uma entrevista ao Urussanga Rock Music. Confira abaixo um papo sobre os primórdios da banda, novos projetos e a volta dos músicos aos palcos!


De que forma ocorreu a criação da banda?
Haunter: A banda foi criada em Suzano, São Paulo, em meados 2012, alguns anos após o fim da banda Guilhotine, onde eu (Du Marques) conheci e trabalhei com o guitarrista Caio Santos. As primeiras músicas da Haunter eram composições da época da Guilhotine. A ideia a princípio era somente gravar e registrar estas composições, mas após liberar as músicas no Soundcloud e no Facebook, várias pessoas se interessaram pelo nosso trabalho autoral, o que me levou a buscar integrantes para transformar o projeto em uma banda de verdade. Em fevereiro de 2013 estreamos nos palcos tocando no Chão Selvagem em Suzano. Após diversas mudanças na formação e da saída do co-fundador Caio Santos, lançamos em 2015 o Single Bad Tide que foi lançado juntamente com seu videoclipe. Em 2016 lançamos o EP Haunted, que contava com os primeiros singles (gravados entre 2012 e 2013) remasterizados e o EP Divine Need, novamente com a participação do Caio nas composições e guitarras. Este EP também é marcado pela primeira participação do meu irmão Lucas Malegne, como compositor da faixa Unholy Gods.

Qual o significado da cognominação do grupo?
Haunter: A ideia da banda a princípio era explorar temas sobrenaturais e místicos como vida após a morte, espiritismo, contos e histórias de terror, lendas urbanas, etc, éramos uma banda conceitual, por assim dizer. Por isso o nome Haunter ("Assombrador") veio bem a calhar, ajudando a criar uma atmosfera mística e sobrenatural à banda. Mas com o passar do tempo começamos a abranger outros temas também, mas sem deixar este lado místico de lado.

Quais são as principais influências musicais para a Haunter?
Haunter: Temos muitas influências distintas. Nos primeiros anos da banda as minhas composições e as do Caio seguiam uma linha com fortes influências de Iron Maiden, Megadeth, Anthrax, Slayer, Arch Enemy, etc. No momento, provavelmente nossas principais influências sejam bandas nacionais como o Angra (talvez nossa maior influência), Shaman, Hangar e internacionais como Helloween, Hammerfall, Stratovarius, Nightwish entre outras várias bandas de power e heavy metal.

Em relação a composição, como ocorre o processo de elaboração das letras e do instrumental?
Haunter: Temos o hábito de compor sempre o instrumental primeiro. Durante os primeiros anos eu e o Caio compúnhamos juntos, ou o Caio muitas vezes já trazia as músicas prontas (instrumental, letra, melodias vocais, conceito). Recentemente (mas antes da entrada dos novos integrantes) eu e o Lucas temos cuidado das composições. Geralmente o Lucas compõe a parte instrumental e eu escrevo as letras e cuido do conceito, mas por algumas vezes alternamos estas funções. Com a chegada de novos integrantes provavelmente teremos grande participação destes músicos nas futuras composições. Porém, como as músicas que estão sendo produzidas para o álbum já estavam compostas e definidas, os caras têm participado da produção sem realizar grandes alterações na estrutura destas músicas, mas ao mesmo tempo sempre estamos discutindo e analisando cada música, cada um acaba dando sua cara para a música de acordo com suas técnicas, timbres, etc.

Quais são as temáticas recorrentes das letras?
Haunter: A princípio falávamos de assuntos sobrenaturais como vida após a morte, assombrações, possessões e outros temas obscuros. Posteriormente começamos a explorar outras temáticas, como o fanatismo religioso, guerras e conflitos pessoais, muitas vezes utilizando este conceito místico como plano de fundo, com o objetivo de expressar metaforicamente uma temática cada vez mais complexa, dando margem para diversas interpretações. Em nosso primeiro álbum, que está sendo produzido no momento, o conceito principal se concentra justamente na intolerância religiosa e cultural através da história, crimes e atrocidades cometidos pela igreja, perseguição a outras religiões, assassinatos e crimes cometidos em nome de Deus, temas atuais como a exploração do povo por seus líderes religiosos, conflitos e guerras criados por interesses políticos e religiosos que torna real a possibilidade de um verdadeiro armagedom com consequências catastróficas para toda a humanidade. 

Durante esses seis anos em atividade, quais os shows de maior destaque realizados pela banda?
Haunter: Apesar de estarmos afastados dos palcos desde o final de 2015, quando a banda contava com uma formação totalmente diferentes, realizamos diversos shows, normalmente com um bom público em diversas cidades paulistas. Penso que os melhores shows fizemos no Chão Selvagem (Suzano/SP) em 2013 e 2015. Mesmo palco por onde passaram bandas como Shaman, Raimundos, etc. O Show de 2013 foi muito especial por ser o show de estreia e com um grande público e o de 2014 aonde vivíamos uma das melhores fases da banda. Este show ficou marcado por ser o último show de nosso querido baixista na época, Carlos Henrique Lopes, que fatalmente faleceu um mês depois em um acidente de trânsito a caminho do estúdio. Foi um momento de grande tristeza para todos nós, integrantes daquela época. Porém, guardamos em nossos corações este show como o mais importante da história da banda.

Entre os Eps lançados e o novo álbum que ainda está sendo produzido, quais as semelhanças e diferenças entre esses trabalhos? E o que esse novo material poderá agregar na sonoridade da Haunter?
Haunter: Certamente existem muitas diferenças entre os trabalhos já lançados e o nosso primeiro álbum que está sendo produzido no momento. O primeiro EP contava com um compositor muito peculiar, como uma linha Thrash muito forte. As músicas soavam algumas vezes como um Thrash ou Heavy Metal, mas com um vocal melódico. O single Bad Tide foi criado com a participação de outros músicos como Kleber e Carlos Henrique Lopes. A música é marcada por melodias animadas e cativantes, contrastando com as melodias mais tristes e obscuras do início da banda. O trabalho apresentado em 2016 no EP Divine Need já demonstra uma maior semelhança com o álbum que está sendo produzido, tanto pela presença do Lucas como principal compositor, que incorporou muitas influências do Power e Melodic Metal à banda, quanto pela introdução do conceito a ser desenvolvido no trabalho atual. Porém, neste novo álbum certamente traremos uma mistura ainda mais rica de estilos que variam do Prog/Power e Speed ao Metal tradicional. Além disso, contamos com a contribuição dos novos integrantes, que são grandes músicos, na construção destas músicas, cada um com suas influências e técnicas particulares.

Além do lançamento do primeiro álbum, quais são os novos projetos para o futuro?
Haunter: Com a chegada dos novos integrantes, todos com uma mentalidade muito profissional em relação a administração da banda temos traçado objetivos a curto e médio prazo, os quais variam entre fazer alguns shows antes do lançamento do álbum ainda este ano, e uma turnê de lançamento do álbum provavelmente já no início de 2019, lançamentos de vídeos e de mídia física também estão nos planos da banda! Estamos com o pensamento de profissionalizar cada vez mais a banda Haunter, fazer parcerias, tocar o máximo que pudermos e pretendemos nos afirmar como um dos grandes nomes do Heavy Metal nacional da atualidade em um futuro próximo. Nós vemos a banda como um trabalho e não como um hobbie ou algo do tipo. E estamos trabalhando duro para alcançar nossos objetivos.

Sendo a banda fruto do estado de São Paulo, expoente de grandes nomes da música. Como vocês enxergam a cena musical atual na sua respectiva região?
Haunter: O Heavy Metal no Brasil ainda se limita muito ao Angra, Sepultura e derivados como bandas grandes e apesar de amarmos estas bandas, precisamos expandir nossos horizontes! A cena underground tem crescido, em São Paulo mesmo temos apreciado o surgimento de novas boas bandas que levantam esta bandeira e a não deixam morrer a cena, como o próprio Project46, Válvera e o Circo de Fantoches (banda do nosso baterista Vinicius Pontes). Acredito que houver um pouco mais de união por parte das bandas e demais envolvidos, acredito que cena rock/metal tende a crescer cada vez mais. Falta também um pouco mais de espaço nas grandes mídias para as bandas independentes. Em São Paulo algumas bandas vêm se destacando e aquecendo a cena, mas é preciso muito mais.

Qual a formação atual do grupo?
Haunter: A banda conta atualmente com Du Marques - Vocal, Lucas Malegne - Baixo, Augusto Pedroso - Guitarra, Wood Pedroso - Guitarra e Vinicius Pontes - Bateria. O guitarrista Kleber Lopes, que foi um dos compositores e guitarrista da Haunter entre 2014 - 2015 na época de Bad Tide deverá fazer uma participação no álbum. Também deveremos ter um tecladista convidado.

Para quem quiser acompanhar o trabalho de vocês, quais as plataformas virtuais da banda?
Haunter: Estamos em todas as principais mídias sociais incluindo Facebook, Youtube, Instagram, Tweeter, Soundcloud, Google +, OneRpm, Deezer e Spotify. Vocês podem nos encontrar buscando por Banda Haunter ou por nossos EPs já lançados: Haunted e Divine Need.

Agradecemos muito pela disponibilidade da entrevista, se puderem, deixem um recado para o pessoal que acompanha a Urussanga Rock Music!

Haunter: Em nome da banda Haunter eu agradeço muito a vocês do Urussanga Rock pela entrevista e peço para que as pessoas que nos acompanham ou que se interessarem pelo nosso trabalho nos sigam nas redes sociais, acompanhem a produção deste material que está sendo feito com muito carinho e empenho de todos nós. Nos ajudem compartilhando, curtindo, comentando, se inscrevendo em nosso canal no Youtube o mais importante: Comparecendo nos shows quando voltarmos aos palcos. Prometo que daremos 150% de nós para trazermos conteúdo de qualidade e fazermos shows muito especiais para vocês!!! Apoiem também as outras bandas do cenário nacional! Precisamos de mais união no meio, uma cena se constrói com várias bandas e precisamos que o público esteja sempre junto, apoiando os artistas do gênero como acontece em outros estilos musicais no Brasil.


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