sábado, 26 de maio de 2018

Subsolo Rock Festival II: Pluralidade Musical Marca Segunda Edição do Evento

A cidade de Tubarão, no Sul do estado, foi palco de mais uma edição do SubSolo Rock Festival, evento protagonizado pela mídia especializada independente O SubSolo. O lugar escolhido foi o preciossímo Congas Music & Beer, no bairro Congonhas.





A tarde de sábado estava muito fria, aconchegante e chuvosa casando muito bem com os sons propostos pelas bandas que iriam se apresentar. Oito grupos advindos de várias cidades distintas contemplando apenas um intuito, difundir a música autoral e expor seus respectivos trabalhos.

É preciso salientar que no evento, reuniram-se diversas mídias com seus representantes, inclusive fora gravado um vídeo com todo pessoal da imprensa. Representando a mídia O Subsolo estavam Jordana Aguiar, Maykon Kjellin e Vinicius Albini-Saints, o Cultura Em Peso por Iuri Cremo. De Criciúma, A Hora Hard com Daniel Russo e Michel Spadel, além do Eu Apoio O Rock/Metal Nacional com Murilo França, do litoral sul Esporro Sonoro e Underground Extremo por Carina Langa e Luiz Harley Caires, e por fim advindos de Lages nós e o Viva La Cena por Hamon Ataide.

Outro ponto a ser frisado são a presença de bandas que não estiveram no cast, porém foram prestigiar e apoiar o festival. Desses grupos cabe destacar a AbomiNação de Lages – SC, as Vetor Unitário, Attitude HC, DeadNation, P115 e a Texas Funeral de Tubarão – SC e a Barba Rala de Santa Rosa do Sul – SC.

Ao começar o fest, houveram alguns problemas elétricos relacionados ao mal tempo, porém isso não influenciou no decorrer da noite. A Mary’s Secret Box, devido a alguns problemas de cunho pessoal, não pode se apresentar e em virtude disso a Peltstrok foi a segunda banda a se exibir.

Os lageanos da Cártamo foram os primeiros a subir ao palco do SubSolo Rock Festival. Depois de mais de cinco horas de viajem, 160 km rodados e uma queda de energia que atrasou o show, os músicos mostraram que ainda tinham disposição de sobra. Trazendo uma reformulação da antiga New Drive, a banda apresentou uma sonoridade singular, que mescla Rock Alternativo e Hardcore. A banda executou um repertório autoral, trazendo músicas de seu primeiro trabalho, o EP “Poesias do Cárcere” (2017), além da faixa “Incinerador”.

Logo em seguida foi a vez da Dark New Farm entrar em cena. Com pouco mais de um ano na estrada, os músicos de Nova Fazenda já possuem um público fiel e passagem em grandes festivais e casas de shows (como Fatboo Studio, Laguna Metal Fest e logo mais Rock In Hell do Campo). A banda não decepciona quando o assunto é energia em palco, trazendo no setlist covers de Korn, Alkanza e Sepultura (que contou com a participação de Calone, vocalista do Bonde do Metaleiro). Porém é na performance das músicas autorias que a Dark New Farm demonstra todo seu peso e originalidade. As faixas “La Patria! La Fábula!” e a recente “Madre” se caracterizam pela composição e o instrumental marcantes, com visíveis influencias do puro New Metal.

Depois do vocalista Calone Monteiro dividir o palco com a Dark New Farm, os músicos florianopolitanos do Bonde do Metaleiro deram início ao seu show. A banda, já conhecida por sua típica irreverência, realizou uma apresentação repleta de diversão, bom humor e clássicos conhecidos pelo público. Músicas como “Diferentona”, “Fuck You Haters” e “Hino dos Virjão” não ficaram de fora do setlist.

A Eletromotriz trouxe músicas conhecidas, que compõem seu primeiro EP homonimo. Músicas como: “Serial Killer”, “Até Quando Suportar”, “Queda Livre”, inclusive cantada pelo público que aguardava a volta da banda. Destaque para “Cuzão” uma das músicas novas apresentadas pela banda. O sangue nos olhos dos membros, era evidente. Inclusive com equipamento da bateria voando. Com toda a certeza é um show que marca a volta de uma grande banda do cenário! (Resenha da banda Eletromotriz, por Maykon Kjellin - O SubSolo)

Pesado, bruto, violento, de Araranguá para Tubarão, eles trouxeram Heavy Metal com pegadas e passadas muito rápidas e bem trabalhadas eles iniciaram seu show com “Army of illusion” seguida de “Blast” e “And end to begin”. Destaque fica para a excelente e limpa apresentação de Zolfer Figueiredo que manteve o baixo sempre audível e destacável em cada som desempenhado naquela noite. (Resenha da banda Underworld Secret, por Iuri Cremo - Cultura Em Peso)

A única representante fora do estado era a Boca Braba HC de Viamão - RS, pela segunda vez em Santa Catarina. O grupo fez um show ímpar, caótico e destruidor ao colocar os headbangers presentes baterem cabeça e fazer grandes rodas e moshes. Um hardcore diferenciado lembrado por conter músicas de protestos e de descontentamento social, como “Proteste Porco”, faixa essa destinada para o atual governador do Rio Grande Do Sul que possui um grande descaso com seus funcionários públicos. Entretanto os gaúchos demonstraram todo o seu potencial ao exporem suas músicas do novo disco “Hardcore de Galpão” e do tradicional disco “Entre Ratos e Pulguedo”.


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