segunda-feira, 30 de julho de 2018

The Undead Manz: Horripilante, Obscuro e Experimental

No ano de 2017, a criciumense The Undead Manz divulgou o seu primeiro disco “The Rise Of The Undead” pela gravadora MS Records e trouxe consigo várias críticas sobre o material que gradativamente toma conta das mídias undergrounds brasileiras.



A banda nasceu de um projeto inspirado em Rob Zombie, The 69 Eyes, Korn, Ministry, Fear Factory e rapidamente houve o ingresso do Metal Industrial, o Gore e o New Metal, a junção desses estilos é complementada pelo visual mórbido que relembra filmes de horror.

O full length mórbido e exotérico dá suas caras com oito faixas:



A intro “Deum Tempus” já exibe uma atmosfera sombria de gritos aterrorizantes que indica a ferocidade dos riffs que a sucedem.

A segunda faixa “Seeds Of” é um preludio da conseguinte “Evil”, apresentando um instrumental sólido, cadenciado e cru, a mesma traz simbologias sobre o “mal” e de forma metafórica relata seu apogeu.

A “Only Bad Man (O.B.M)” se inicia com a famoso trecho “Now I am become death, the destroyer of the worlds”, frase citada por J. Robert Oppenheimer (físico criador da bomba atômica que parafraseia uma escritura hindu). A temática se integra à letra, que trata da apatia intrínseca àqueles que são detentores do poder. A sonoridade exibe sussurros que dão lugar a vocais ásperos de Z e riffs bem articulados onde mantém certa linearidade.

“Ad Clamor Clavium” surge como um diferencial no material, visto que expõe de maneira macabra, obscura e melancólica sons de piano durante seus três minutos.

A conhecida “Fearless” personifica a qualidade musical do grupo já que em seu instrumental denota-se através de solos longos técnicos e harmônicos o que configuram um som mais encorpado mesclados a um backing vocal limpo. A composição ressalta a coragem e bravura proporcionadas pelo ódio. A faixa possui um videoclipe no YouTube que angaria mais de 1300 visualizações.

“The Death” exibe uma introdução assustadora com seu ambiente misterioso. Sem fugir da temática tétrica, a letra enfatiza a figura da morte e todo o misticismo que há por trás da mesma. Rapidamente os vocais aparecem e os riffs tomam consistência, a agressividade e rapidez aparecem de forma contínua o que caracteriza ainda mais a coesão musical dos criciumenses.

Com pouco mais de um minuto, “Destiny Out” encerra o disco de forma perturbadora, insistente e repetitiva fechando o ciclo macabro do “The Rise Of Undead”.

A banda é:
Z (Vocal e Guitarra)
Jericrow (Guitarra)
Plague (Baixo)
Jaws (Bateria)

Plataformas Virtuais:


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