segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Megaluce: Poesia na Casualidade


A banda Megaluce recentemente lançou em suas redes sociais o novo álbum “Cotidiano Abstrato”. O mesmo obteve captação por Steffan Duarte no Fatboo Studios e foi produzido de maneira independente.

O grupo lageano está na ativa desde 2012 e traz consigo o desprendimento de covers e valorização do autoral, o que é peculiar entre os integrantes. Eles mantém uma notável visibilidade na cena catarinense e já difundiram três materiais, sendo estes o EP homônimo “Megaluce”, “Tamborete Vanguarda” e “Desculpe Qualquer Coisa" (o qual recentemente obteve matéria pela URM).



O novo disco contém uma capa que remete a nostalgias e traços de objetos do dia-a-dia, como ouvir aquele disco clássico seja The Beatles ou Cícero, tomar uma bebida para se esquentar e desfrutar de fotos e ilustrações que nos impulsionam a adentrar em momentos singulares e ímpares vivido somente uma vez. O full length expõe oito faixas autorais:

A primeira faixa “Já é Tarde” exibe a introdução do material. O instrumental da mesma mostra um indie diferenciado, meio britânico meio abrasileirado contendo resquícios de MPB em seu contexto. A letra é caracterizada por crises existenciais viabilizadas através de opiniões incertas sobre os fatos que acontecem.

“Elefante” é mais arrastada e lenta, enfatiza solos harmônicos. Ela ressalta uma metáfora com o animal, já que enquanto o mamífero traz consigo sua inocência e liberdade, o humano se prende a monotonia da rotina.

A terceira “Ondas”, possui um instrumental técnico, coeso e cadenciado distribuído em riffs lentos e sólidos. Ela enfatiza devaneios sentimentais, fazendo alusão às sinuosidades do cotidiano.

Ah, o experimentalismo! Ele deixa música com uma sutileza elegante e assim “É Só Você” ingressa-se, com pitadas de romantismo na sonoridade. A sua composição apresenta a personificação de uma vida simples e bela através de relatos de uma pessoa apaixonada.

“Cabeça” possui uma potencialidade em seus takes sonoros, além da constante presença de seus riffs simétricos. A letra faz críticas às pessoas e a induzem a levantar pensamentos indagadores e questionamentos acerca do que as envolvem, ou seja, a “Cabeça Não É Só Para Usar Chapéu”.

“Retrato” exibe uma sonoridade constante com elementos harmônicos, rítmicos e bem trabalhados. A faixa proporciona ao ouvinte um gostinho de domingo à tarde, sendo sua composição marcada pela rotina e o constante ócio.

A sétima canção é um clássico do grupo, “Breu” foi a escolhida para ganhar um vídeo no Lages Garden Shopping para o projeto Palco Aberto.  Ela revela uma sintonia e calma além da bela sincronia entre os integrantes, com o passo do desenrolar da faixa, abre um diálogo a tornando a mais expressiva do álbum. Sua letra ativa análises comportamentais, mostrando o breu como catalisador da tristeza que insistentemente causa pensamentos autodestrutivos e suicidas.



Depois da música mais longa do disco, o encerramento fica por conta de “Azul”. Violões lentos e uma atmosfera vagarosa devidamente contribuem para a finalização do CD. A composição é marcada pela delicadeza, melancolia e pela sinestesia ao trazer o azul, do “veneno” mas também remete o mesmo tom do céu do Sul.

A banda é:
Alyson Medeiros (Guitarra e Voz)
Guilherme Duarte (Guitarra e Voz)
Gustavo Duarte (Bateria)
Marcus Outemane (Baixo)

Plataformas virtuais:



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