domingo, 2 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 1)

O município de Indaial vai estremecer nos dias 7, 8 e 9 de setembro com mais um River Rock Festival. Um cast de peso, formado por 35 atrações, somado a uma ampla estrutura é o que caracteriza essa 15° edição. São esperadas diversas excursões vindas para prestigiar as apresentações de ilustres nomes da música brasileira, como o Sepultura, Imago Mortis, Blues Etílicos, a banda internacional ReyToro e os grandes tesouros catarinenses Khrophus, Resthus, Brasil Papaya e Flesh Grinder. Além, é claro, de outros grandes grupos que marcarão presença no fest.




E as atrações não ficam por isso, o evento irá contar com um Baile de Debutante em comemoração aos 15 anos do River Rock, Workshop de Bateria com Carlos Fernandes, Recital Metal com Carla Rodrigues e Thiago Gonçalves. A cultura terá seu espaço com a poesia de Hugo Deigman e as exibições teatrais das bandas Casa de Orates, Paraverso e Cartel da Cevada. A aliança do festival não ficará apenas no slogan, durante o evento também ocorrerá o casamento de Adriano Ribeiro (guitarrista banda Khrophus) com Ana Cláudia. Vale lembrar que o cardápio será recheado de opções, inclusive de lanches veganos.

Prepare sua barraca e marque presença em um dos maiores festivais de Santa de Catarina!



Diretamente de Timbó, a banda de Death/Doom Metal Volkmort será a primeira a pisar nos palcos do River. Com seus 14 anos de estrada, os músicos possuem em sua discografia a Demo “Supreme Evolution of Fear” (2010), o Promo CD “The Beginning of The End” (2013) e a Tape “Traces of Doom” (2015). Atualmente o grupo trabalha na produção de seu primeiro álbum.

Em seguida os blumenauenses da Viletale irão expor seu trabalho, o qual busca inspiração nas variadas vertentes do Terror, mesclando a atmosfera do gênero ao Metal. A discografia dos músicos conta com os Eps “Initiation” (2016), “From The Dephts Ov Mind” e “The Suicide Of Dei” (2017).

O Hardcore também terá seu espaço, com 26 anos de atividade a banda Eutha é fruto da capital do estado. O grupo já se apresentou com diversos nomes da música, marcando presença em diversas coletâneas, lançaram em 2002 o álbum “Estileira Core Music Tarja Preta” e o Ep “Segundo Disco de Plasticore ou a Temporada no L.I.M.B.O.”, lançado em 2015.

Um dos maiores nomes do Power Metal nacional também estará presente na sexta-feira. Proveniente do litoral do estado, a banda Steel Warrior angaria em seus 22 anos de estrada diversos trabalhos notórios. Entre eles estão as Demo “Steel Warrior” (1996) e Beyond the Twilight Hills (2001), os álbum “Visions from the Mistland” (1999), “Army of the Time” (2002) e “Legends” (2008), além do Ep “Vodu” (2006) e o Split “Brazilian Steel - The Metal Survivors Volume I” (2018).

Um dos momentos mais esperados do Fest é o encontro de renomados grupos da música do estado que comemoram seus 25 anos de carreira nesta edição do River Rock. O carinhosamente apelidado de “Big Four Catarinense” é composto pelas bandas Flesh Grinder, Brasil Papaya, Resthus e Khrophus.

A primeira peça desse quebra-cabeça é a banda de Splatter, Flesh Grinder. Os músicos de Joinville chamam atenção pelas letras com temáticas sangrentas, trazendo à tona o verdadeiro sentido da palavra “gore”. Entre os trabalhos do grupo estão os álbuns “Anatomy & Surgery” (1997), “S.P.L.A.T.T.E.R.” (1999), “Libido Corporis” (2001), “Coroner's Inquest Suit” (2005), “Crumb's Crunchy Delights Organization” (2008), “Nomina Anatomica” (2016). Possuem também as Splits “From Rotten Process... to Splatter / Malignant Cancerous Tumour in the Epithelial Tissue of the Intestine” (1999), “Unsatisfactory Doctors Report / Carn Morta” (2008), “First Time at Maggot Sessions” (2009), “Two Repulsive Eyes” (2010) e “Expurgo / Flesh Grinder” (2017). Além do Ep “Necrofiles” (2013) e a Demo “Rotten Process” (1994).

Outra grande atração que subirá aos palcos, é a banda florianopolitana Brasil Papaya. O grupo é caracterizado pela combinação de diferentes estilos que formam um som instrumental singular. A discografia da banda é composta pelos álbuns “Brasil Papaya Instrumental” (1997), “Esperanza” (2005), e “Clássicos com Energia” (2012) lançado em parceria com a orquestra Camerata Florianópolis. Além de contar com a Demo “Brasil Papaya” (1993), e o DVD “Emancipation” (2011).


Simplesmente descomunal será a apresentação da Rhestus que finca um pilar duradouro relacionado ao metal catarinense. Os músicos em seus respectivos shows garantem uma potencialidade de riffs que de forma caótica personificam o portfólio da banda. Trabalhos estes como “Bullet In Point”, “Games Of Joy... Games Of War”, “Insane War”, entre outros sons.

Encerrando o ciclo de exibições do “Big Four SC”, a Khrophus ressurge mais viva e intensa. O grupo de São José - SC explicita o death metal cru, ríspido e nada convencional que a tornam uma das destaques do River Rock Festival 2018. A banda carrega em sua jornada clássicos raros como “Tribulations”, “God From Dead Images” e “Symbols From Death” além dos aclamados “Presages” e “Eyes Of Madness”.

A Leite de Velha traz o experimentalismo, já que em seu estilo possuem a definição de Gaudrock de Bolicho. Um tanto quanto diferente, mas totalmente identitário, os músicos de Rancho Queimado pretendem trazer ao evento a psicodelia, o progressivo e suas músicas peculiares.

Com quase 20 anos de estrada, a Slammer mescla a experiência, a heresia e a sede pelo Black/Death Metal dos anos 80, época auge para o estilo que traz muitos resquícios para a elaboração dos sons dos curitibanos. E esse som é nítido em “Ignis Corpora” que recentemente com a volta do grupo ganhou um vídeo no Studio Tenda em Curitiba-PR.

Também proveniente das terras paranaenses, a Necrotério mostra os 25 anos através do Splatter, do Gore e do DeathGrind. São diversas demos divulgadas, splits, vídeos e três full lengths, sendo eles “Lament Of Flesh” de 1999, “A Rotten Pile Of Dead Humans” e o último lançado “Gory Visions And Hallucinations”. Esses materiais têm em seu âmago toda a temática cadavérica, odiosa e mutiladora que consequentemente será exibida no palco.

Realmente Curitiba está em peso e a encarregada a encerrar as atividades de sexta-feira é a Grimpha. O grupo de Death Metal teve sua formação no ano de 2016, onde reuniu músicos conhecidos ávidos a desenvolver um trabalho que pudesse expor ideias como conspirações mundiais, caos, violência e catástrofe, tudo isso é claro somado a riffs violentos. Para suas músicas autorais, destaca-se o EP “Induced Hate”.


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