sábado, 8 de dezembro de 2018

Mordeth: O misticismo por trás do disco "The Unknown Knows"

Nove anos se passaram desde o último EP divulgado, o “Robotic Dream”. A eminência do tradicional Death Metal, da antiga escola e dos anos 90 fez com que os músicos apostassem em novos aditivos para a composição, obviamente mantendo a velha chama habitual.

A Mordeth de Rio Claro- SP possui 30 anos de estrada e carrega consigo vários Eps, Demos, Live Álbuns e Full Length, com destaque para o Lux In Tenebris (1993) e o “Animicide” (2002). Em setembro desse ano, disponibilizado pela Heavy Metal Rock, os paulistas divulgaram o disco “The Unknown Knows”.



O álbum foi masterizado e mixado no Estúdio RG Produções e possui uma capa totalmente esotérica já lhe impondo um ar de indagação. “Será que estamos sozinhos no universo?”. A resposta pra isso pode assustar ou nos deixar um pouco desconfortável.

A faixa “The Unknown Knows” é voltada para o instrumental e introduz “Monolith”. Uma cadenciação de riffs e um estupor incessante faz os vocais chocarem-se com a atmosfera da canção que busca respostas. Será que estamos sozinhos? E o monólito que caiu ao norte, dará as respostas necessárias para nós humanos?

“The Gray Man” traduz analiticamente a personificação do “homem cinza”, a pessoa que se camufla frente às outras. No entanto, o grupo através de metáforas fez com que o homem ficasse à beira dos transtornos existenciais e comportamentais.  A sonoridade mantém um ritmo frenético, intenso e rápido, alternando em grandes trechos da música.

A quarta canção é “UVB-76” e possui 04:21 min. A mesma é uma estação de rádio de ondas curtas, o qual ninguém sabe quem opera ou seu real significado. Com códigos morse, nomes desconhecidos e tons agudos, a teoria de que ela possa ser utilizada a favor de forças extraterrestres ou de serviço secreto russo só aumenta. Com trechos dela, a música rapidamente se expande a uma celeridade descomunal que caracteriza um instrumental coeso e técnico.

“Blank Share” denuncia um problema. O ser humano está cada vez mais engessado e robotizado, ou seja, não se sabe mais diferenciar uma máquina de um homem. No entanto, há algumas lacunas a serem explicadas e o mesmo para obter isso trava uma batalha pelo ego.  Com a aparição vívida da guitarra, a faixa caminha a um ponto circunstancial simbolizada pela sintonia com a cada “baquetada” de Roge e pelo solo sólido no meio da canção.

A sexta faixa é “Beyond” que ingressa com uma sonoridade mais lenta e síncrona, onde abruptamente dá lugar a riffs agressivos e constantes. A mesma trata de um assunto um tanto quanto complexo, a mente humana e suas limitações. Durante seus 04:56 min, ela indaga sobre as fronteiras do subconsciente e sua forma de existência.

A última faixa do disco é “Wake-Up Machine”. Ela antecede a demo “Robotic Dreams” e possui cerca de 05: 39 min. Com uma atmosfera mórbida e melancólica, ela impulsiona um instrumental coeso, expressivo e lembrado pela construção de um clima harmônico à faixa. “Wake-up Solitary Thinker...” (Acorde pensador solitário), consequentemente a vida é muito mais misantrópica que o ser humano. As memórias se vão, os momentos serão esquecidos e tudo aquilo que foi construído será jogado às cinzas.

Com uma ideia de explanar as músicas do seu Ep “Robotic Dreams” divulgado em 2009, a banda deu a continuação do disco às canções do material produzido há nove anos atrás. O mesmo ressalta as ideias de robotização, sistematização humana, irracionalidade dos homens em busca do poder e sua autodestruição. Além de possuir um instrumental cru e ríspido mescla perfeitamente o tradicional Death Metal e o progressivo.

Formação Atual:
Vlad (Voz e Guitarra)
Wit (Baixo)
Roge (Bateria)

Plataformas Virtuais:
Facebook: https://www.facebook.com/Mordeth-113648398706716/
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC17PFD_mphc1Pq75yGwVYTw

Heavy Metal Rock: https://www.facebook.com/hmrock83/


← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

DEIXE SEU LIKE

ESTATÍSTICAS