sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Slammer: Totalmente cru, blasfemo e anticristão

Com 22 anos de banda, a Slammer dispensa comentários quando o assunto é Metal Extremo. O grupo curitibano, conhecido por seus shows artísticos e por letras que remetem a heresia mostra que o Death/Black Metal está mais ativo do que nunca.

Em 2016, depois de um longo hiato Urso (Baixo e Vocal) e Zema (Guitarra) resolveram se juntar novamente e resgatar aquele grupo que foi um dos pioneiros do Metal paranaense. A ideia foi rapidamente colocada em prática e com isso precisou-se de um baterista, de antemão decidiram por chamar Bruno Hordak (Grimpha, Tripanossoma).

Foto 1: Disco
Depois de um show memorável em um dos maiores festivais do Brasil, o River Rock Festival, a Slammer passou a trabalhar na divulgação de seu primeiro trabalho. Com isso “Rage” surge à mesa do Metal Negro com três canções. O Ep foi produzido por André Mendes e Norberto Pie e a capa toda obscura levada ao misticismo ficou por conta de Thelma Rosa (Ursa).

A primeira faixa “Sons of Evil” já começa assustadora, sinos e uivo de lobos a tomam como intro. A música possui um instrumental natural sem firulas, exibe a pegada noventista do Metal Extremo. Ela fala sobre os filhos de Satã e sobre toda a legião.

“The Antichris’s Rage” chega em um momento crucial no Brasil. A música expõe as mazelas da hipocrisia religiosa e seus dogmas retrógrados. A solidez na sonoridade, os solos no meio da canção e os vocais rasgados de Urso tornam a atmosfera obscura, com isso é nítido a consistência do mesmo no refrão.

A Funeral foi uma das primeiras bandas de Metal a se formar no Sul do Brasil e aqui vai uma pequena homenagem do Slammer com a música “Profanation”. A misantropia toma forma das guitarras de Zema, Hordak praticamente sem parar nas bateras e a ingressão dos vocais de Sucoth Benoth (Amen Corner) replicam uma espécie de amálgama maldito. Sem nenhuma piedade e totalmente profana, a canção ressalta a podridão da historinha clériga esculpida nos pilares da sociedade.

Vale ressaltar que os músicos paranaenses estarão se apresentando no Maquinaria Rock Field 2019, festival tradicional no interior paranaense que nessa edição contará ainda com Pestilencia, Suburban Bastards, Strüen, Embrio, Krucipha, entre outras.

A banda Slammer é composta:
Urso (Vocal e Baixo)
Zema (Guitarra)
Hordak (Bateria)

Foto 2: Lyrian Oliveira

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