sábado, 23 de março de 2019

Angry: O Thrash Metal paulista finca raízes no Sul

A banda paulista Angry de Thrash Metal já possui 10 anos de estrada e carrega a bagagem de ter músicos experientes e materiais divulgados no exterior.

Depois da apresentação no Otacílio Rock Festival, o baixista e vocal Diego Armando nos concedeu uma entrevista para contar um pouco da história do grupo.


Foto 1: Página da banda

Primeiramente, agradeço pela disponibilidade pela entrevista. O grupo começou em 2009 na cidade de Mauá- SP. Como que foi o
procedimento de criação da banda?
Diego: Em 2008 eu tocava em outra banda e resolvi sair dela para montar um novo projeto. Após procurar por músicos e enviar diversos anúncios, encontrei o Ricardo. Após testes com alguns guitarristas, fizemos um convite para o Alex entrar na banda, sendo que o Alex já era amigo meu e só não chamamos antes porque ele tocava em outra banda.

Um Power Trio com riffs céleres, Thrash Metal coeso e que incendeiam os presentes nas apresentações do grupo. Quais as principais influências para as composições e criações de riffs?
Diego: Muito obrigado pelos elogios. São diversas influências, desde as bandas clássicas de thrash metal como Slayer, Anthrax, Megadeth, Coroner, Forbidden, Annihilator, MX, Sepultura, Attomica, etc; como bandas de heavy metal, progressivo, hard rock e etc.. São muitas influências, acho que este é o nosso diferencial, você escuta todas essas influências em nosso som.

Até agora, vocês possuem o Ep “Only Lies” (que terá resenha aqui no site), as splits “New Forces Together For Thrash” e “Thrash Till Death” e o precioso disco “Future Chaos”. O disco possui nove faixas e traz um estrondo durante toda sua reprodução. O que o material proporcionou para a difusão da banda?
Diego: Todos os discos tiveram sua importância para a difusão da banda no Brasil e no mundo. “Only Lies” foi lançado por nós de forma independente e vendeu 1000 cópias em 2 anos, sendo que abriu diversas portas, como por exemplo, 4 convites de selos internacionais para lançar nosso disco. “The New Forces Together for Thrash”  é um split lançado ao lado da banda de thrash venezuelana Kraptor; este disco difundiu a banda principalmente na América Latina. “Thrash ‘Till Death” é um 4 way-split em que tivemos a honra de participar ao lado de 3 grandes bandas; o conceito deste split é interessante porque lançou 4 bandas dos 4 cantos do país, então o disco ajudou a difundir a banda pelo nosso país. Por fim, “Future Chaos” é nosso primeiro full lenght, foi lançado em mais de 30 países através da gravadora Cadaver Records e no Brasil foi lançado pela Thirteen Records, onde tivemos um retorno do público e crítica além do que imaginávamos, sendo que em 2014 ficamos em 11° lugar na votação anual do site “Headbangers Latino America”, a frente de grandes bandas como RDP e Korzus.

Foto 2: Página da banda
Recentemente, vocês estiveram no Otacílio Rock Festival e presenciei uma banda síncrona, rápida e precisamente sólida. Como foi a sensação de tocar pela primeira vez no OTA?
Diego: Foi nossa primeira vez em Santa Catarina e foi incrível. O público realmente prestigia todas as bandas do começo ao fim; fechamos a noite do sábado e tinha bastantes pessoas para nos ver. Não posso deixar de agradecer as pessoas que fizeram isso possível: Phill Lima da Overmetal, que proporcionou nossa entrada no fest e deu todo o suporte e cuidou da logística, a Nani Poluceno pelo convite e todas as bandas, pessoal da imprensa e a todas as pessoas que compareceram e nos viram. Esperamos voltar o mais rápido possível a Santa Catarina e ao OTA.

Pegando gancho das duas perguntas acima, presenciei uma cena gratificante lá no OTA, um fã comprou todos os materiais da banda. Para vocês, com a difusão das plataformas de streaming, perderam adeptos aos velhos discos?
Diego: Quem compra discos hoje em dia, em meio a tanta facilidade de escutar através do download ou em forma de streaming, mostra que realmente gostou da banda, respeita nossa arte e nos apoia adquirindo nossos trabalhos. Eu acredito que houve uma adequação em relação a essa nova forma de consumir músicas; de fato é mais fácil e prático ouvir músicas, você tem todos os discos que quiser no seu celular, mas acho que ainda não consegue superar o prazer que é abrir um disco, colocar no player e ler as letras, curtir o encarte, ficar olhando a arte, acho que quem curte essa sensação, nunca deixará de comprar discos, por isso não vejo uma morte dos discos.

Quais são os novos projetos em desenvolvimento?
Diego: Ainda neste semestre estará sendo lançado nosso novo disco chamado “The Beginning of the End” e após o lançamento faremos uma turnê pelo Brasil.

Formação Atual.
Diego: A formação da banda é a mesma desde o ínicio:
Diego Armando – Baixo e Vocal
Ricardo Vagner – Bateria
Alex – Guitarra

Agenda.
Diego: Estamos fazendo somente alguns shows por conta do novo disco, mas assim que for lançado, aumentaremos as datas. Mas nosso próximo show é no Centro Cultural Zapata no dia 12/04 junto com as bandas Infector Cell e Bernie HC. Quem estiver em São Paulo, aparece por lá.

Plataformas Virtuais.
Diego: Estamos no Youtube e no Spotify, todos os nossos discos estão disponíveis. Quem tiver afim de escutá-los, acessem os seguintes links:

Um recado para quem nos acompanha.
Diego: Muito obrigado a todos que curtem a banda e estão lendo essa entrevista, sem vocês, a banda não existiria. Muito obrigado Guigo pela entrevista e espaço.
Thrashers, nos vemos na estrada e dentro do mosh!!! O fim só está começando...


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