quinta-feira, 11 de abril de 2019

Johnny Duluti: O “Instinto Animal” desperto em cada um de nós

O músico Johnny Duluti aos poucos se destaca no cenário catarinense por seus trabalhos prestados. O baterista do Califaliza, participou dos álbuns “Califaliza” de 2011 e “Nada Contra Quem” de 2013. Como videomaker, criou o canal Ferradura, em que satiriza de forma bem-humorada, os videoclipes lançados por bandas do estado.

No entanto, com o término da banda, Duluti se aventurou em novos caminhos. A carreira solo fomentou a ideia da criação de materiais diferentes, com temáticas díspares relacionados às suas bandas anteriores. Há seis anos atrás, era divulgado o álbum “Invasivo” que deu seguimento ao disco “Quadrilha” e a um “Acústico”, difundido em 2016.

Com tantos materiais expostos, experiência e uma forma característica de trabalhar, o músico ainda participou de uma coletânea da A Hora Hard, de uma reprodução da música “Ela Não Me Notou” da Capitão Bala, participação ao lado de artistas como Antonio Rossa e Felipe Mello e canções divulgadas separadamente, como “Casus Behli”, “Kahlo”, “Errado o Bastante” e “Vilhalva”.

No entanto, com a crescente evolução do cenário catarinense, Johnny lançou seu novo single “Instinto Animal”. A música divulgada no dia 21 de março, foi mixada por Duda Medeiros e masterizada por Alexei Leão. Em nota divulgada pelo site Rifferama, a mídia o denominou como uma Ópera Punk que foi lançado em forma de zine com um CD.


A canção possui simbólicos 12 min e uma atmosfera totalmente diferente dos lançados anteriormente. Primeiramente, porque ela explicita riffs sólidos, uma sonoridade harmônica e condensada, momentos de instrumental cadenciado e participação especial de vários nomes da música de SC, como Guilherme Coutinho (Califaliza), Marcelo Mancha (Eutha), Rafael Ronchi (O Mundo Analógico) e Nando Brites na guitarra solo.

A composição possui uma pluralidade de temáticas. Inicialmente, ela enfatiza sobre Giovanni Bragolin, um renomado pintor italiano que utilizava a melancolia através de ilustrações de crianças chorando. Além disso, as letras abordam a questão existencial, comportamental, ressalta sobre algumas características existentes em SC, como a reprodução barata na beira do mar, toda a propriedade destruída e a liberdade interrompida. E ao se tratar disso, a mesma configura-se através das palavras de Marcelo Mancha questionamentos acerca de assuntos de cunho social, como nos versos “Defina sexo. Defina amor. Defina preconceito. Defina Credo. Defina Cor...”




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