segunda-feira, 29 de abril de 2019

Malice Garden: As raízes do Metal Extremo criciumense estão de volta

A banda Malice Garden de Criciúma- SC, possui mais de vinte anos de trajetória, carrega consigo uma posição de destaque no Metal Catarinense e busca trazer os velhos elementos do Metal Extremo, como a heresia e a blasfêmia através de sua sonoridade sólida.

O guitarrista e vocalista, Spok, nos concedeu uma entrevista e abordou assuntos como o recesso, a volta às atividades, nova formação e os projetos em desenvolvimento.

Foto 1: Facebook da banda

Primeiramente, agradeço a disponibilidade pela entrevista. A Malice Garden nasceu em 1999 com o intuito de transpassar músicas autorais, com referências às bandas Morbid Angel, Slayer, Destruction, Sodom, Deicide, Cannibal Corpse, Krisiun, entre outras. Como foi o procedimento de criação e formação inicial?
Spok: Agradeço também pelo espaço cedido, e pela oportunidade de falar um pouco sobre nossa banda Malice Garden. A Malice Garden iniciou-se com a formação de Rodrigo na bateria, Régis no vocal, Junior na guitarra e eu, Spok, também na guitarra. A princípio, a banda chamava-se Renegades e éramos apenas amigos reunidos fazendo música.

Com o passar de mais ou menos um ano, sai Juarez e entra Cleber, que rebatiza a banda como Malice Garden, momento este onde assumimos uma postura mais profissional.

Logo no ano de 2000, vocês difundiram de forma independente a primeira demo Ravenge Against Jesus Christ. O trabalho conta com quatro faixas: “Rise Above The Things”, “Angel’s Fall”, “Ravenge Against Jesus Christ” e “Renegade Soul”. Sobre o álbum, quais foram as dificuldades para o desenvolvimento?
Spok: Não houveram muitas dificuldades, pois por termos todos o mesmo viés musical, as letras e melodias foram criadas de forma espontânea e com a juventude a favor. O processo foi bastante rápido.

Dois anos depois, o Ep “Eternal Evil Victory” foi divulgado, também com quatro faixas: “Thy Master”, “Violation Domain”, “Black Devastation” e “Malice Garden”. No entanto, é mais ríspido, agressivo, direto, mais maduro e técnico. Quais as principais diferenças desse material para o anterior?
Spok: Nesta época, houveram mais mudanças na banda. No lugar de Régis entrou Ivan, Mauricio no lugar de Cleber e Arthur no lugar de Junior, onde o perfil da banda foi sendo modificado, passando a ter composições mais maduras e técnicas, como você mesmo citou.

Ainda no começo do século, ocorreu um acontecimento inusitado. Uma enchente em Criciúma, de grandes proporções afetou a banda. Alguns equipamentos foram inundados, muro do local do ensaio desabou.... Depois disso foram ensaiar na casa do ex vocalista Ivan Tyrant. Podem nos dizer mais sobre o episódio e se atrapalhou o desenvolvimento do grupo?
Spok: Foi um grande susto. Ensaiávamos na casa do Artur, onde deixávamos as aparelhagens, e infelizmente a parte de baixo onde ficava o estúdio foi inundada. Porém, conseguimos recuperar grande parte do equipamento e seguimos com os ensaios normalmente, sem nos deixar abalar pelo episódio.

O ano de 2003 foi muito produtivo para a Malice Garden, pois vocês abriram para a banda polonesa Vader e se apresentaram no Setembro Negro Festival, ao lado de grupos como Dark Funeral (SUE), Averse Sefira (EUA), Agaures (MG), Valhalla (DF) e Avec Tristesse (RJ). Como definem essas duas apresentações?
Spok: Foram excelentes apresentações. Nós ficamos muito satisfeitos e honrados pela oportunidade de tocar ao lado de grandes ídolos.

No mesmo ano, vocês assinaram contrato com a gravadora Tumba Records e no ano seguinte iriam lançar um debut álbum pela mesma. Porque vocês não deram continuidade no projeto?
Spok: Infelizmente, como acontecem em muitas bandas, tivemos problemas de afinidades entre alguns membros por divergências de opinião, o que resultou na falta de continuidade dos projetos.

Qual motivo para o recesso do grupo?
Spok: Sem afinidades e sem o grupo em total acordo, percebemos que seria necessária uma pausa nas atividades.

Recentemente, vocês se reuniram para ativar novamente a banda. Dessa vez, com nova formação e com materiais sendo divulgados aos poucos no YouTube. Sobre a “nova cara” da banda, o que podemos esperar?
Spok: Hoje, trabalhamos com um Death/Black metal mais maduro, seguro e ‘’sem firulas’’.

Quais são os novos projetos do grupo?
Spok: A princípio, decidimos refazer a primeira demo, pois são músicas muito boas e que mereciam ser regravadas com mais ‘’maturidade musical’’. Também estamos trabalhando na composição de outros trabalhos, com a intenção de divulgar a banda e lançar álbum novo com músicas inéditas, ainda este ano.

Formação Atual.
Spok (Guitarra e Vocal)
Adinan (Bateria)
Henrique (Guitarra)
Geison (Baixo)

Plataformas Virtuais.

Um recado para quem nos acompanha.
Spok: A todos os metaleiros: que apoiem a cena underground, consumam materiais, compareçam aos shows e ouçam Malice Garden!



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