quarta-feira, 31 de julho de 2019

Agosto Negro Rock Festival 2019: O Metal Sul Catarinense cada vez mais sólido

A cidade litorânea de Laguna, será palco de mais uma edição do Agosto Negro. O evento, que ocorre anualmente, será realizado nos dias 02, 03 e 04 de agosto no Clube de Campo. Com um cast de 30 bandas, o fest contará com nomes reconhecidos na cena do Sul e atrações de Minas Gerais e do Maranhão.

Foto 1: Facebook do Evento
Os hedbangers que estiverem presentes no festival serão congratulados por mais um dia de evento, visto que devido a pedidos abriu-se a sexta-feira para a apresentação das bandas e consequentemente no que tange a recepção ao público.

A Agosto Negro Produções tem como seu idealizador e produtor Danniel Bala, que também organiza o Laguna Metal Fest que movimenta o cenário catarinense há sete edições. O trabalho feito por Bala ganha uma característica que é evidenciada em suas respectivas produções, a de democratizar os estilos e ceder oportunidade a bandas de estados distintos.

Seguindo a marca registrada dos festivais catarinenses, possuirá uma área gratuita para camping, além de uma praça de alimentação no local. As excursões para prestigiar o festival estão saindo de toda Santa Catarina, e até mesmo de fora do estado.

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Foto 2: Facebook do Evento
A abertura dos portões irá ocorrer sexta-feira (02) às 16h, a banda Rastro de Pólvora será responsável por inaugurar os palcos dessa edição. Diretamente de Tubarão, os músicos iniciaram em 2017 o projeto de Crust Core que conta com influência de nomes de peso, como Brujeria e Napalm Death.

Logo em seguida a LasTTime inicia sua apresentação. A banda de Heavy Metal foi formada em 2018 inspirada nos clássicos do gênero. Surgem este ano com seu primeiro trabalho, o single “Priorities Upside Down”.

Representando o município de Braço do Norte, a Made In Porão foi formada em 2013 e interpreta músicas de nomes consagrados do Rock ‘n’ Roll e Heavy Metal além de possuírem material autoral.

A primeira atração de fora de SC é a Cerberus, de Torres - RS. Em atividade há dez anos, os músicos exibem um Heavy Metal clássico. O grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

Conhecida pelo público catarinense, a Red Razor está na estrada desde 2011 investindo em um Thrash Metal oldschool. Possuí dois trabalhos de estúdio (um EP e um disco), sendo a vencedora do prêmio de melhor banda independente pela Rock Hard Alemã. Atualmente trabalham na produção do seu segundo álbum.

Vindo da capital do estado, a banda Metal Gods será responsável por encerrar as atividades do primeiro dia do festival apresentando um tributo a Judas Priest.

No sábado, logo cedo, o cantor e instrumentista Little Joe Aaron chega de Garopaba- SC para sua exibição. O músico expõe releitura de clássicos do Blues e de suas ramificações.

A P115 de Tubarão- SC sobe aos palcos em seguida e explicita seu Punk Rock através de músicas autorais. O grupo tubaronense foi formado em 2015 e tem como seus trabalhos divulgados, a canção “O Palhaço” e “Se o Mundo Acabasse Hoje”.

Para quem é apaixonado por nostalgias não pode perder a Billie Jean, prata da casa. Os músicos exibem um Pop Rock com influências dos anos 70,80 e 90, apostando na versatilidade de suas releituras.

Com 34 anos de banda, a Reação promete incendiar o público lagunense. Através de músicas próprias como “Jogo da Morte”, “O Espiado”, “Só Na Maré”, “Dentro de Suas Cabeças”, entre outras, pretendem levar o Rock n Roll aos presentes.

Uma das representantes do RS, a Goaten foi formada há aproximadamente um ano e carrega consigo uma sonoridade que remete ao Heavy Metal. Com integrantes ligados ao Glam Metal e Hard Rock, os gaúchos divulgaram no início do ano, o single “Soul Decay”.

Proveniente de Florianópolis- SC, o projeto XEI & Sons In Black aos poucos se solidifica no cenário dos festivais catarinenses. A técnica, coesão e sincronia são elementos fundamentais para a composição dos materiais dos músicos e a versatilidade e presença de palco são características marcantes em sua performance. Uma das canções mais importantes para o grupo, é a baladinha “Believe What I Say”. 

Com uma bagagem de mais de 20 anos de estrada, a Malice Garden exibe um Black Metal maduro, seguro e conciso através de riffs agressivos e de uma atmosfera sombria. Os criciumenses possuem um repertório autoral e trarão seus clássicos para o Agosto Negro.

A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.

A Nativity In Black fará uma apresentação com releitura de clássicos da banda britânica, Black Sabbath.

Originária do estado do Maranhão, a Alchimist vem de longe para fincar suas raízes no sul-brasileiro. Os maranhenses mantêm em sua sonoridade, elementos progressivos, traços melódicos, um vocal forte e uma atmosfera ímpar evidenciada nas suas músicas autorais. Dentre suas canções, “The Wisher” e “Despair” são frequentemente pedidas em suas exibições.

A Somberland já é considerada uma das maiores bandas do cenário brasileiro. Esse fato se deve a qualidade de suas apresentações, a complexidade de suas letras e a maestria de um quarteto que explicita a heresia habitual do Black Metal e consequentemente a simbologia por trás do estilo obscuro. Os seus trabalhos “Dark Silence Of Death” e “Pest’o Loggy” são exemplos nítidos de materiais consistentes.

Logo em seguida sobe ao palco uma lenda do Metal gaúcho. A Leviaethan enfatiza um Thrash Metal há 36 anos e gradativamente emerge através dos seus clássicos. O álbum “Disturbed Mind” é uma obra-prima, nele está inclusa “Drinkin’ Death”, uma das canções mais lembradas. Com shows importantes em seu portfólio, como abertura para Krisiun e Sepultura, participação no Programa Radar TVE, os músicos consolidam-se através de riffs rápidos e céleres.

De Lages- SC, a Orquídea Negra figura entre os ícones da música catarinense. O grupo possui três full length, o “Who’s Dead”, o homônimo “Orquídea Negra” e o recente “Blood Of The Gods”. Com um vocal marcante de Boca, instrumental técnico e letras carregadas de histórias regionais, o Orquídea expande o Heavy Metal clássico a traços cadenciados. Seus sucessos “True Soldier”, “Surrender”, “Miss You” e “The Darkness” não poderão ficar fora do repertório dos lageanos.

A noite voltará a ficar extrema, pois a Paradise In Flames ingressará com seu respectivo Black Metal. A banda oriunda de Santa Luzia- MG traz a chama do anticristianismo e da misantropia, com vocais mórbidos e uma sonoridade fúnebre e arrastada. A banda possui dois álbuns, “Homus Morbus Est” e “Labirinto das Metáforas”, além de obter um videoclipe da canção “Has Never Seen a World Without Wars” que alcançou mais de 350 mil visualizações no YouTube.



No período da meia-noite, a Bad Bebop acalmará os ânimos dos Metalheads presentes. Os curitibanos provindos de bandas importantes do cenário, como Necropsya e Semblant criaram o projeto no ano de 2015. A partir disso, convites foram surgindo e os músicos puderam se apresentar na Argentina, em festivais importantes e divulgaram o álbum “Prime Time Murder”, trabalho bem elaborado com resquícios de experimentalismo e Heavy Metal.

A Breed será a encarregada de encerrar o sábado trazendo cover de Rock n Roll e de clássicos do Grunge.      

Para abrir o último dia de festival, a Overblack sobe aos palcos. Formada em Blumenau em 2008, os músicos expõem um Heavy/Thrash Metal de qualidade em seus trabalhos, que consistem no EP “Dying to Fight” e álbum “Still Burn” que será lançado ainda esse ano.

Em seguida, a Threzor vem direto da ilha de Florianópolis para exibir um Thrash Metal oitentista. Lançaram em 2017 o clipe da música "S.U.S", seguido pelo primeiro EP “Liberty Denied”. No ano seguinte, foi divulgado o lyric vídeo da música “Silent Execution”.

Com duas demos lançadas e três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e “Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.

Cada vez mais estabilizados na cena catarinense, a Dark New Farm trás o New Metal para os palcos do Agosto Negro. Marcando presença em mais um festival catarinense, os músicos de Nova Fazenda possuem entre seus materiais lançados as músicas “Madre”, “L.O.V.E” e “La Patria! La fábula!”.

O Death Metal da Silent Empire não poderia ficar de fora do festival. Há oito anos em atividade, os músicos fincam seu nome no metal nacional. Entre os trabalhos divulgados estão o EP “Hail The Legions” e o álbum “Dethronement Of All Icons”, que obteve uma resenha da URM.

Diretamente do litoral catarinense, a Syn TZ marca presença em mais um evento, os músicos exibem uma combinação de Heavy e Thrash Metal. Em 2018 lançaram o álbum Heavy Load, e este ano, nos concederam uma entrevista no OTA.



Com 34 anos de carreira e um nome consagrado, a banda paulistana MX trará todo peso do seu Thrash Metal ao palco lagunense.  Com cinco álbuns lançados (incluindo o mais recente, “A Circus Called Brazil”), possuem também o EP “Again” e a compilação “Headthrashers”.

Os paranaenses da Motörbastards serão os responsáveis por encerrar essa edição do Agosto Negro. A banda que iniciou como um cover de Motörhead, possui influencias da banda pra as composições autorais que ganharam espaço nos trabalhos de estúdio.


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