sexta-feira, 13 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: O Metal Nacional está mais vivo do que nunca

Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.


Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC, nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o Ratos de Porão fazia sua apresentação.


Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele, há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as edições anteriores.

Sexta-Feira

A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são suas principais características. 


Pogo Zero Zero (SC)
A noite iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.

Sábado

Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com referências de várias vertentes do Metal.


Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo videoclipe.

A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”, além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole (Homem Lixo).


100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico, na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.


Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas canções.


The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River Rock Festival.

As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio Tiberius com seu novo canal.

Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim, como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.


Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente, foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim, mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.


Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”, entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas apresentações.


Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.


Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival (Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).

Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock, mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência, conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos pilares do Metal gaúcho.


Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.


Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito peso e agressividade.


Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.

Domingo

O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau- SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label Society.


AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som. O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.


Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar. Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do .
grupo. 
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se referem a melancolia e a realidade.


Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela presença do violino.


No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda Pantera através de seu estilo marcante.


Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07 de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos maiores festivais do Sul Brasileiro. 


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3 comentários:

  1. Parabéns pela grande cobertura, pela bela resenha do evento e todo o suporte às bandas como um todo e, em especial, a nós da Arandu Arakuaa!!! Que continuem fazendo este grande trabalho! ��

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  2. Grande cobertura para um grande evento! Parabéns Urussanga Rock Music e River Rock, produção impecável e otimas bandas!

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  3. Grande cobertura para um grande evento! Parabéns Urussanga Rock Music e River Rock, produção impecável e otimas bandas!

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