sábado, 14 de março de 2020

Obscurity Vision: “Dark Victory Day” é o resultado do amadurecimento e da solidez do grupo

A banda de Black Metal Obscurity Vision foi fundada há 23 anos, na cidade de Balneário Rincão, litoral sul catarinense. Em 2002, o grupo divulgou seu primeiro material, a demo “Obscurity Creation”, produzido de forma independente.

Depois de algumas reformulações e um período em hiato, os músicos retornaram às atividades em 2016, com o lançamento do single “I Can See”. Porém, logo no ano seguinte, a banda lançou o disco “Dark Victory Day” que teve sua gravação executada no Estúdio A Todo Volume, em Forquilhinha - SC. O material foi mixado e masterizado pelo guitarrista Luiz Rodrigues Jr e possui 13 faixas, sendo três presentes no primeiro Ep.

Dark Victory Day
A primeira faixa é a introdutória “IE.KAE” que resvala resquícios do que o material vai conter. No entanto, “Living A Suicidal Dream” surge com um estrondo sonoro através dos riffs rápidos e sequenciais. A letra aborda questões de um pensamento suicida e a também a maldição da vida de uma pessoa que antecede ao ato.

“Obscurity Creation” já traz uma sonoridade crua, advinda do primeiro material da banda. Ela ingressa o peso do Death/Black Metal com sua sonoridade célere. Na canção, a figura do senhor das sombras atormenta toda dogmática cristã eliminando-os e implantando a supremacia obscura.

A quarta faixa “Benefit Of Evil” é uma das melhores, a qual é muito nítida os guturais graves de Rafael Vicente e o instrumental completamente agressivo. A composição enfatiza a forma como o conhecimento profano é culpado, por simplesmente abordar ritos e seitas pagãos, se opondo ao cristianismo.

A homônima “Dark Victory Day” explicita um caos sonoro, com riffs rápidos e um peso descomunal em sua composição sonora. Em sua essência, a mesma trata da misantropia e de uma realidade sombria.

Uma das poucas cantadas em português, “Apodrecendo” traz realmente no sentido literal da palavra, a podridão do instrumental, com riff sórdidos e crus fazendo uma atmosfera obscura em seus 03:10 min. A letra exibe as incoerências do Cristianismo através da bíblia e seu pensamento vazio exprimido por uma salvação invisível.

Logo em seguida, “Slow Agony” expõe uma sociedade doente que vive num mundo cruel, sarcástico e marcado pelo lento sofrimento. O instrumental também é agonizante e cru, possuindo riffs céleres e constantes.

“I Can See” obtém um lyric vídeo evidenciado através de guerras. A música é rápida e possui riffs crus cheios de peso. A composição expressa um monólogo de alguém que anseia pela sabedoria, pela força, que defende a liberdade e está cansado das hipocrisias que enxerga.

A nona faixa é “The Silence Is Painful”. Ela é bem sólida, esboça vocais rasgados e uma das mais cadenciadas do disco. Sua letra enfatiza a dor e o desespero causados pela mente atormentada pelo silêncio.

“Sick Minds” já começa catastrófica e aos poucos são introduzidos riffs constantes, porém com a potencialidade habitual da Obscurity Visionl. O âmago da canção explora as mazelas criadas a partir da riqueza, da dor e da vaidade.

Também executada em português, “Violência” é um dos carros-chefes dos catarinenses. A música predomina uma atmosfera única e mantém uma sonoridade célere. Já, sua letra mostra todo o momento conturbado vivenciado atualmente, seja de forma política, social ou psicológica.

“Black Funeral” lembra muito os primórdios do Tormentor e o Black Metal raiz. Ausência de firulas, instrumental agressivo e vocais sombrios são as principais características para a penúltima música do material. A composição caminha os pilares da blasfêmia e da heresia detentora de toda a maldição contra o cristianismo.

Encerrando o disco, “Dark Truth” é a mais longa e em seu início ingressa uma sonoridade lenta e bem cadenciada. No entanto, ao decorrer da canção os riffs passam a tomar corpo, dando um novo significado à canção. A letra enfatiza as guerras entre nações criadas a partir da religião e do poder. Complementado à música, o prelúdio “Storm” dá continuidade à composição, esboçando toda a destruição.

O álbum “Dark Victory Day” foi o resultado do amadurecimento da Obscurity Vision, seja por composição e também pela sonoridade que passou a ter mais aditivos, como a solidez dos riffs e os vocais mais encorpados.

Banda

Sobre a banda

A banda atualmente passou por algumas reformulações, como a saída do vocalista Rafael Vicente, passando a ter quatro integrantes. Depois da divulgação do lyric vídeo “Impervm”, os músicos estão trabalhando no desenvolvimento de novos trabalhos.

Formação Atual:
Luiz Rodriguez (Guitarra)
João Rodriguez (Guitarra)
Luiz Trentin (Bateria)
Thiago Junglaus (Vocal e Baixo)

Plataformas Virtuais:

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