domingo, 8 de março de 2020

Tandra: A magia por trás do seu disco “Time And Eternity”

No final do ano passado, a banda curitibana de Folk Metal Tandra divulgou seu primeiro trabalho, trata-se do álbum “Time And Eternity”.

Time And Eternity
O grupo foi formado em 2013, com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros nomes do estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas.

Em outubro de 2019, os paranaenses divulgaram seu full length “Time and Eternity” contendo nove faixas e gravado, mixado e masterizado por Ivan Pellicioti no O Beco Estúdio. A arte do álbum ficou por conta de Ewan Donnovan e o design por Max Waltrick.

A primeira faixa “The Summoning To The New Age” é a introdução do disco. Ela é instrumental e possui uma atmosfera única, com mistérios pairando através de sua sonoridade.

Entretanto, “Thunder’s Calling” é um chamado para os seres ancestrais e suas histórias gloriosas. O empirismo supera a força física, e a carga da alma é fortificada através dos ensinamentos do Deus Trovão. O instrumental da canção é um complemento à anterior, uma vez que em seu corpo sonoro traz a flauta e o acordeom, além da celeridade dos riffs no meio da mesma.

A terceira música “Time And Eternity” foi uma das primeiras a ser divulgadas, antecedendo o disco. Mais cadenciada, a faixa perambula referências à Ensiferum e em alguns momentos Skyforger, ou seja, uma sonoridade que vai desde os takes lentos até riffs mais crus com a inclusão de vocais ríspidos e de um coro em seu refrão. A composição permeia através de batalhas vencidas por guerreiros em busca da honra e do poder.

“Open The Bar” é uma das mais contagiantes do disco, já que a mesma fora criada no calor de um festival e enfatiza como tema principal a diversão e o fato de beber sem preocupações desnecessárias. No início é quase impossível não se remeter à Alestorm e o decorrer mantém certa influência, com gritos ásperos nos vocais, acordeom a todo vapor, e com o coro “Open The Bar, Open the Bar, Open The Bar...”a música se torna uma espécie de celebração para quem a ouve.



A canção “Marching To Infinity” trata em sua essência sobre os empecilhos que podem prejudicar a caminhada dos destinados às lutas e conflitos, que os enfrenta com gana e “olhos de fogo”.  Com alternações referentes à sonoridade, a música exprime um solo técnico e conceitual.

Simbólica e agitada, “The Forest Dance” é uma das melhores executadas pelos paranaenses. Com 04:21min, ela expõe um instrumental rápido, coeso e bem trabalhado. Sua letra remete ás criaturas da floresta que dançam e convidam a todos a ingressar numa magia, que de forma síncrona se ambienta ao esoterismo da natureza.

Definida como um prelúdio, “Last War Sacrifice” novamente faz alusão à clássicos do Folk, como é possível compará-la ao Manegarm e ao Skyforger quando os mesmos convergem suas músicas às raízes do estilo.

Com 08:24 min, “Winter Days” é a oitava faixa. A canção explicita a coesão, vocais graves, um instrumental agressivo e ao mesmo tempo cadenciado, além da atmosfera dançante peculiar no grupo. A magia da música evidencia, quando o acordeom assim como a flauta, complementam os riffs céleres. A composição é rica e traz uma história recheada de guerras e lutas contra os pregadores psicóticos, contra toda a escravidão presente no período, além de fomentar a honra e o orgulho de um respectivo povo que com sangue e suor terá deixado o seu legado.

Encerrando o disco, “Tears Of Sorrow” fecha de forma clínica com maestria. Depois de uma batalha vencida, vem a redenção. A música que é totalmente instrumental e possui riffs cadenciados conecta os ouvintes a um espectro de paz, proporcionado depois de todas as batalhas ocorridas.

Conceitual, original, mas ao mesmo tempo bebendo referência de bandas clássicas, o Tandra impressiona pela qualidade musical e compositora, e consequentemente pela criatividade do layout do encarte, o qual expõe cada música e sua figura artística.

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Formação Atual:
Christopher Knop (Guitarra e Vocal)
Felipe Franco (Baixo e Vocal)
Max Waltrick (Bateria e Percussão)
Geferson Franco (Guitarra e Backing Vocal)
Felipe Ribeiro (Flauta e Backing Vocal)
Carlos Linzmeyer (Acordeom)

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