segunda-feira, 6 de abril de 2020

As The Palaces Burn: A coesão e a versatilidade presentes no disco “End’evour”

A banda criciumense de Heavy Metal, As The Palaces Burn, divulgou em agosto de 2019, o seu primeiro material, trata-se do disco “End’evour”.

Capa
O material que contém doze faixas, foi lançado pela True Metal Records e produzido de forma independente, no IMGN (Instituto de Música Gilson Naspolini), em Criciúma. A mixagem e masterização foram feitas por Orland Bussolo, a arte do encarte por Jean Michel e as fotos por Bruna Búrigo.

“Ritus Pacis” é a introdução do disco. Nela, é possível ouvir gritos e sinais de histeria, proporcionados pelo alastramento das chamas de uma possível catástrofe. Logo em seguida, “L.E.O.H.” já ingressa um peso descomunal, com elementos que vão desde do o Groove Metal até o Metal Progressivo. A letra expõe soldados em uma batalha, marchando através do fogo.

A terceira faixa “The Devil’s Hand” foi o primeiro single dos criciumenses. Ela explana um instrumental célere, com características modernas. A composição expõe resquícios da hipocrisia religiosa, e como seus líderes, têm o poder de manipulação.


Mais compassada, com a presença nítida dos vocais de Alyson Garcia, “Gonna Be Fall” é uma das canções mais trabalhadas do álbum. A essência da música enfatiza questões existenciais e escolhas que podem ser autodestrutivas.

A canção “I Tried” garante uma sequência de riffs técnicos e progressivos, além da riqueza dos solos durante sua performance. A letra explicita a busca pela força interior, em detrimento das falsas pregações religiosas.

Com uma introdução recheada de mistério, a faixa instrumental “The Absence” começa de forma lenta e gradativamente alterna a sua sonoridade, mantendo riffs mais coesos.
Com 00:53seg, “The Passage” se destaca pela delicadeza do som do piano e também por ser o interlúdio da próxima faixa.

“Arcanum” é a oitava canção do material e também o primeiro videoclipe dos criciumenses. A sincronia dos vocais sólidos de Alyson, dos solos técnicos de Diego, da precisão do baixo de André e a potencialidade em cada baquetada de Gilson Naspolini, personificam uma música que pode ser o carro-chefe da banda. A composição questiona problemas comportamentais, como paixões e o autocontrole.



A faixa “Incarnate” tem um instrumental encorpado e uma pluralidade de influências durante sua sonoridade, desde os moldes do Heavy Metal Clássico, do Groove Metal e do Metal Alternativo. O fogo novamente aparece na letra, mas dessa forma como uma metáfora de um catalisador para o medo e as confusões mentais.

Através dos seus 05:30min, “Face In Your Hell” é a música mais longa do disco. Com riffs alternados, de lentos a caóticos, guturais mesclados ao vocal cadenciado e uma atmosfera ímpar, a faixa mostra a verdadeira identidade do As The Palaces Burn, a versatilidade. Novamente, o âmago da composição enfatiza a existência e todo o seu propósito.

“Turns to Black” é calma, sútil e a sua sonoridade casa muito bem com a composição, já que é um processo de transformação, um contraste com os riffs céleres, das outras faixas. A epifania e as metáforas são complementadas ao teatro sinestésico das letras do grupo, como no verso “My Anchor Is Heavier Than The Tide” (Minha âncora é mais pesada que a maré).

O encerramento do disco, fica por conta do clássico “Abigail”, do lendário King Diamond. A faixa, conta com a participação especial do tecladista Fabio Laguna (Angra e Hangar).

Para seu primeiro material, a banda inovou ao trazer elementos de uma miscelânea de estilos. A técnica baseada na experiência dos músicos e o existencialismo através das composições, foram fatores cruciais para o desenvolvimento do “End’evour”.

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Sobre a banda

A banda As The Palaces Burn foi formada em Criciúma, no ano de 2018, por músicos conhecidos da região, como o vocalista Alyson Garcia Alves (Enforcer), o baixista André Schneider (Thoten), Diego Bittencourt (Symbolica e Somberland) e Gilson Naspolini (O Mundo Analógico).

Ainda no mesmo ano de surgimento, o grupo lançou os singles “The Devil’s Hand” e “I Tried”. Recentemente, os criciumenses estiveram na décima quarta edição, do Otacílio Rock Festival.

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