quarta-feira, 22 de abril de 2020

Mofo: Célere e original, "Sick And Insane" marca o novo trabalho da banda

Recentemente, a banda brasiliense de Thrash Metal, Mofo, divulgou “Sick And Insane”, seu novo disco.

Sick and Insane
O material foi gravado nos períodos de agosto de 2019 e fevereiro desse ano. O primeiro full length dos músicos conta com dez músicas e foi mixado e masterizado por Victor “Xexel” Hormidas, no Texas Studio em Brasília - DF. A produção se deu de maneira independente, e para o seu design e arte, foi chamado o ilustrador Ricardo Bancalero.

Com 01:28 min, “Cynic” abre o disco sendo uma faixa introdutória. Com simples dedilhadas de violão e totalmente instrumental, ela contrasta com a pancadaria que surge a seguir. Sem mais delongas, “Adrenaline” surge como um estrondo, ao complementar os riffs céleres ao solo descomunal no meio da mesma. A letra esboça vícios e obsessões pela adrenalina, além de enfatizar uma pessoa que não tem medo do perigo e vive sua vida de forma intensa.

A terceira faixa é “Brothers Of Death”. Ela começa com uma sonoridade mais cadenciada, mas aos poucos ingressa-se ao caos, explícito através da agressividade e potencialidade do instrumental. A letra expõe a história de Frank e Billy, dois irmãos que decidem matar seus pais e depois disso ficam ainda mais saciados pelo sangue e pela destruição.

“Time Of War” é uma das melhores do disco, indiscutivelmente. Aqui os vocais são mais nítidos e a sonoridade insere riffs técnicos e solos ímpares. A essência da canção é a guerra, tanto que possui trechos de discursos de Hitler, durante sua reprodução.

A quinta faixa é a homônima “Sick and Insane”. Ela começa com tons de Groove possibilitados pelos belos arranjos de Dinis e Mancha, e rapidamente se converge à rapidez do instrumental.  A composição casa muito bem com o momento atual, com restrições à liberdade, poder nas mãos erradas e armadilhas que condicionam ao comportamento de manada.

“Let Them Fall” é marcada pelos guturais firmes e ríspidos de Emiliano. Consequentemente, outro ponto a destacar, é o fato da música evidenciar uma eficaz distribuição sonora entre os instrumentos. Na letra, a hipocrisia, o charlatanismo e a manipulação religiosa são temáticas centrais.

A canção “Final Experiment” é bem célere, e a violência dos riffs, personifica o Thrash Metal, sem firulas nem frescuras. O experimento final é justamente o resultado de todas as banalidades, imposições, massificações e mentiras atribuídas a inocência humana.

Novamente “Frank” aparece e agora mais perturbado do que nunca, vive de injustiças, traição da esposa e uma vida totalmente atordoada. O peso da sonoridade e agressividade dos riffs se conectam muito bem com o personagem principal da música.

Com 05:18 min, “Purgatory” é a faixa mais longa do full length. O instrumental é mais trabalhado e mantém riffs harmônicos, isso faz com que a canção seja a baladinha do álbum. Como é descrito na designação da canção, o “purgatório” é uma metáfora com o mundo real.

Encerrando o disco, “Hate And Disgrace” quebra com o estereótipo da última música ser lenta. Ela é rápida e possui uma alternância no seu instrumental, que enfoca muito bem a sonoridade das duas guitarras, tanto de Shakal quanto de Colonna.  A composição mostra a humanidade e suas mazelas, tudo aquilo que está impregnado, na parte pior do ser humano.

O disco é um estrondo sonoro, consegue trazer mais elementos ao Thrash Metal, como traços de Groove e também pinceladas de Speed Metal. As letras possuem uma cronologia e são recheadas de críticas sociais muito bem embasadas.

Foto Divulgação

Sobre a banda

A Mofo foi formada em 2010, na cidade de Brasília- DF. Com a proposta de fazer um Thrash Metal cru, o grupo aos poucos foi se consolidando no cenário candango. Em 2017, a banda divulgou seu primeiro trabalho, o Ep “Empire Of Self-Regard”, que rendeu boas críticas frente à imprensa musical.

Formação Atual:
Emiliano Gomes (Vocal)
Rodrigo "Shakal" Loreto (Guitarra)
Arthur Colonna (Guitarra)
Pedro Dinis (Baixo)
João Paulo "Mancha" (Bateria)

Plataformas Virtuais:

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1 comentários:

  1. Valeu demais, Guigo! Vc fez uma resenha completa dissecando o álbum!! Incrível e valeu por apoiar nossa banda e o Underground! 🤘 Parabéns a Urussanga Rock Música!! 👊

    João Mancha! Abs!

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