segunda-feira, 29 de novembro de 2021

“Acorda Que Eu Tô Voltando” marca estreia do Colher de Chá como produtora

No último sábado (27), a Colher de Chá realizou seu primeiro evento como produtora. Denominado como “Acorda Que Eu Tô Voltando”, o festival resgatou a essência da Casa, mesmo sendo realizado no Paço Municipal, pois em tempos protagonizados por discursos de ódio, desmonte sociocultural e assolados por uma pandemia que ceifou milhares de vida dos brasileiros, o dia 27 teve outro sentido, mais intimista, mais emocionante e totalmente artístico e representativo.

Foto: Juli Marques Fotografia

A Urussanga Rock Music estava lá (de corpo presente hahaha), mas infelizmente chegamos tarde no festival e ficamos impossibilitados de assistir Ana Rima, Preta Keity, Veveto, Bruno Mariani, Banda Oito e Maryna B2B e Redux, que tocaram anteriormente. Porém, como de praxe, podemos falar sobre aquilo que presenciamos, o público renovado, com muitas “caras novas” e se desfrutando de um espaço destinado a toda prática cultural, mas que em virtude do pouco auxílio da gestão pública a manifestações do tipo, se encontra ao léu. Por isso, ações como as que foram desenvolvidas pela Juliana Waterkemper e pelo Alex Pizzetti tem um valor simbólico surreal, além da importância da valorização ambiental.

A Machete Bomb de Curitiba encantou os criciumenses, um som a lá Rage Against The Machine ou uma sonoridade que remete ao Chico Science e Nação Zumbi, isso é interpretativo, mas o que dá pra mencionar é o fato da potencialidade instrumental, da riqueza sonora e do clima performático dos músicos. Era um grito de resistência no meio de arranjos musicais.

De Santa Rosa do Sul – SC, a Barba Rala focou na difusão de suas músicas autorais. Com uma bela sincronia, o grupo executou um Rock com riffs quentes, grooves pesados e referências diversas nos arranjos das composições. Ah, e a cerveja da banda (presente do integrante Weskley Raupp) é muito boa por sinal.

Com uma grande quantidade de pessoas no evento, o espaço foi dominado pelo Pop contagiante e singular de Nicow, e também pela DJ Yandra com clássicos do Funk, da música eletrônica, do Pop Farofa e também da rica música brasileira. Ao término do evento, a saudade pulsou firme, mas é ainda o primeiro passo da produtora Colher de Chá, que com certeza, não nos deixará órfãos desses grandes “rolês”. No próximo fest, a Urussanga Rock Music estará novamente com todos seus equipamentos, preparada, para difundir as entrevistas e transpassar tudo aquilo que acontece no underground criciumense. Assim como o Colher de Chá, nós estamos de volta.


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